Light Menções

FILMES | The Social Dilemma

O tão badalado documentário Netflix, The Social Dilemma foi recomendado por diversas pessoas que sigo nas mais variadas redes sociais e, depois de me aperceber que havia quem fizesse resets ao telemóvel, desligasse as notificações ou até que apagasse contas nas redes sociais, eu tive de satisfazer a minha sede de curiosidade por este documentário, o que é que fez com que as pessoas se desligassem dos seus dispositivos? Mesmo com "algum receio" - não vos sei explicar qual o receio nem porquê, mesmo sentindo-o - vi o documentário e recomendo a toda agente que usa redes sociais e a internet em geral on a daily basis, até vou fazer com que os meus pais vejam!

Não é novidade para ninguém que as redes sociais colectam os nossos dados de modo a sugerirem-nos conteúdo que, segundo o algoritmo, mais se enquadram connosco, sejam tweets engraçados, um vestido bonito ou até um restaurante para experimentar. Como podemos ver no documentário, torná-mo-nos no próprio produto para empresas que lucram executando manipulação comportamental. Isto já acontece há anos mas cada vez mais se torna exponencial, doentio e perigoso. As redes sociais deixaram de ser uma ferramenta que nos auxilia para ser um vício manipulador involuntário. Tornaram-se numa droga muitas vezes propagandista e até comportamental que tem tido efeitos directos tanto na saúde mental dos utilizadores como na própria democracia. A redes tornaram-se num modelo de negócio que preza pela ignorância e que alimenta a polarização social, é-nos dado exemplos como as teorias da conspiração dos terra planistas ou até de todas as teorias da conspiração sobre a pandemia que hoje presenciamos. Esta permanente vigilância tem criado uma crise na confiança e diria até, na vida de todos nós. As redes tornaram-se num mercado algorítmico que tem enfraquecido a democracia e limitado a nossa liberdade, como podemos observar na política mundial (e local também), no populismo e até nas fake news, sendo os produtos mais brutos e acessíveis daquilo que se acontece mesmo à nossa frente.

O documentário é uma bomba de informação que acredito que sempre tivemos à disposição mas que optámos por ignorar - porque é incrivelmente confortável viver na ignorância. Somos brindados com vários especialistas, estudiosos e trabalhadores - do senhor que fundou o Pinterest ao que criou o botão do Like - que nos falam sobre o tema e ainda com sketches encenados sobre o assunto presente. É fluído mas extremamente rico em informação. Relembra-nos a importância do fact check, de verificar as fontes, de não nos sucumbir-mos à nossa própria bolha mas sim abrir-mos o nosso leque de follow às opiniões contrárias para treinar o nosso sentido crítico e não acreditarmos que temos sempre razão, somente porque o algoritmo faz com que pareça que toda a gente à nossa volta concorda connosco.

Data science é complexa e é algo que gostava imenso de aprofundar o meu conhecimento e, também, de estudar mais sobre. Tive algumas luzes acerca do assunto das redes, panóptico e vigilância permanente na faculdade e, por essa razão, a minha professora não detinha nenhuma rede social e era ultra cuidadosa com o que usava. Também os oradores do documentário revelam que foram armadilhados pelos próprios algoritmos que criaram e que não deixam os filhos usarem redes sociais, é preocupante. Não sairei das redes sociais mas pretendo desligar-me mais, ficar somente com as notificações realmente necessárias, ser mais crítica e cuidadosa com aquilo que o algoritmo planeia para mim e ainda fazer o possível por uma maior regulamentação nesta selva mercantil que se tornaram as redes sociais e a internet, que tanto pode ser incrívelmente deslumbrante e um motor para grandes oportunidade, como catastrófica. The Social Dilemma, para ver até ao fim dos créditos.





LIGHT | Assédio

Pensei em deixar isto para a reflexão mensal por ter sido algo que me magoou muito este mês mas decidi que estas coisas horrendas não devem passar em branco. Fui assediada verbalmente no meu próprio blogue há uns dias e não vos consigo descrever a impotência e a falta de segurança que senti neste espaço que é tão meu e num mundo que tanto aprecio como a internet. Infelizmente, o assédio é uma realidade do meu quotidiano, que me limita nas minhas escolhas, na minha segurança, no meu divertimento e nas minhas companhias, e não me calarei enquanto eu e tantas outras sofrermos com isto de forma persistente. Foram sete as palavras que me estragaram o dia vindo de um anónimo impossível de denunciar. Ninguém tem o direito de me objectificar sexualmente estando eu vestida, de fato de banho ou nua, ninguém. 

Se vêm com más intenções para este recanto da internet, então não são bem vindos. Nunca partilhei muito o meu blogue na minha vida pessoal para não ter incursões deste género, sempre preferi um pequeno nicho no qual confio. É preciso ter lata para ter tamanha falta de educação, de bom senso e de noção. Não posso permitir que me tratem desta maneira, a mim ou a qualquer outra pessoa. É preciso ser absolutamente acéfalo para fazer coisas destas e, por isso, a partir de agora os comentários anónimos não serão mais permitidos - peço desculpa a quem somente comentava de forma educada nesta opção - mas não posso permitir que me tratem assim. Não me venho fazer de coitadinha, venho dizer que não tolero faltas de respeito tampouco tolero que tratem alguém desta maneira, cresçam e eduquem-se. Além de ser uma tamanha falta de respeito, é crime. As acções ficam para quem as pratica, e é angustiante e ensurdecedor ser vítima de incursões desnecessárias deste género. E ainda se debate para que servem aulas de cidadania e educação no geral..! Não se baixam os braços.








Qual é, para vocês, a música de amor mais bonita que existe?

FILMES | The Story of Diana

Lady Diana Spencer, a princesa de Gales, é a protagonista do documentário Netflix denominado The Story of Diana. Dispensa apresentações e todos temos conhecimento de algum do impacto que deteve em milhares de pessoas em torno do mundo. Desde miúda que sou fascinada pela realeza - brilho que se tem demovido ao longo dos anos - mas continua a ser algo que me interessa particularmente e The Story of Diana dá-nos um cheirinho daquilo que é a família real britânica, acompanhando a protagonista desde o seu nascimento até à sua trágica e misteriosa morte em 1997, em Paris.

É uma peça audio-visual que conjuga personalidades da vida da princesa Diana - desde o irmão à costureira do vestido de noiva até aos companheiros de voluntariado - com vários recortes de peças jornalísticas, gravações telefónicas, fotografias e até testemunhos de jornalistas e papparazzis da época que contactaram com ela. É-nos contada a sua infância numa família aristocrata, como conheceu o príncipe Charles, o noivado e o casamento - sabiam que eles só estiveram dez vezes juntos antes de casarem?! Fala-nos da mudança drástica que este matrimónio trouxe à sua vida, os filhos, a descoberta da traição do marido, o divórcio e tantos outros pormenores que podem descobrir através deste documentário. Diana diferenciou-se pela plenitude e humanidade, quebrou uma imensidão de protocolos reais, e antes de ser princesa era mãe e fazia de tudo para proporcionar ao Harry e ao William uma infância muito terra a terra preparado-os para os cargos futuros. 

Diana foi, principalmente, um fenómeno nos media e a licenciatura que estou a tirar ajudou-me a ver o que se passa neste documentário. Diana foi toda uma nova forma de celebridade, nesta altura surgem os vinte e quatro horas e tudo o que é Diana na primeira página são produtos esgotados garantidos. A princesa de Gales era perseguida impreterivelmente a onde quer que fosse, os papparazzis ficavam horas escondidos para conseguirem aquela fotografia que mais ninguém tinha. Um sufoco autêntico, todos os dias a toda a hora. No entanto, Diana soube utilizar os media a seu favor aquando do seu divórcio e é incrível de observar toda esta metamorfose absolutamente alucinante porém deveras inteligente.

Mundialmente conhecida como a princesa do povo, destruiu tabus, atendeu preces dos mais vulneráveis, dona de um charme e de um carisma nunca antes visto. Este documentário mostra-nos que, mesmo sendo amada por todos, nunca foi realmente amada pelo seu cônjuge, sofreu de distúrbios alimentares e de difamação pública. Nem tudo era ouro sobre azul. Era sim uma mulher belíssima e um ícone de estilo na época mas era muito mais: caridosa, activista e feminista - rompendo com tradicionalismos de submissão. É um documentário que aperta o coração de uma história de vida que terminou cedo de mais. Se eu pudesse tomar um café com qualquer personalidade da história, provavelmente escolheria a princesa Diana. Impactante e excepcionalmente construído, abordando tantas facetas de uma vida tão diferente da nossa, recomendo muito.

2020 | Agosto

 Depois de um Julho doloroso e atribulado, Agosto foi aquilo que precisava: calma e sossego. Foi feito de pequenas saídas e pequenas viagens mas, nos tempos que correm, foram o suficiente para lavar a alma, sair da rotina e descansar. Apesar de o ter sido nos últimos anos, Agosto não representa a recta final das férias, dado que o meu período lectivo só se inicia em Outubro, no entanto já se sente o cheiro aos dias curtos e as noites mais frescas que nos relembram que o fim do verão está próximo.

Foi um mês de tirar sonhos do papel, de aprender e pesquisar e de me lançar numa possível futura aventura. Fiz speed painting pela primeira vez, fechei o bullet journal de 2019/2020 e criei as primeiras páginas do seguinte. Apoiei small businesses e experimentei receitas, dei mergulhos no mar, na piscina e no rio e quase fiquei sem as minhas tecnologias devido a um susto após uma aventura com cascatas - o arroz resulta!! Dei um pulinho à aldeia, a Belmonte e à Covilhã e fizemos a costa do Parque Natural Sintra-Cascais. Fiz serviço em Fátima pela primeira vez e, apesar de extenuante foi desafiante e encheu-me. Além disso, reuni amigos, recordei viagens e no fundo, foi um mês muito feliz e calmo, tudo o que eu precisava.

Que Setembro me traga aquela boa notícia que preciso e para a qual trabalhei imenso, que traga directrizes acerca do meu ano lectivo e uma maior clareza acerca do meu segundo ano de licenciatura. Que mesmo com o anúncio do estado de contingência haja equilíbrio, discernimento e bom senso. São estes os meus desejos para o mês que se segue, sejam imensamente felizes e que Setembro vos traga as boas notícias que precisam!

YOURS, NÔ | Bullet Journal FAQ + Spread

Todos os anos costumo mostrar aqui no blogue o meu bullet journal e este ano, mais do que mostrar, gostaria de responder a questões que me fazem algumas vezes e outras que acredito que podem achar úteis, seja pela curiosidade ou pela necessidade. O bullet journal faz parte da minha vida desde 2014 e tem sido fulcral para conservar e exercitar o meu lado mais criativo enquanto me incentivo a mim mesma a ser organizada e a moldar o meu dia-a-dia. Confesso que na primeira metade de 2020 pura e simplesmente não lhe dei tanto uso e até evitei abrir o meu bullet como mecanismo de defesa por me recordar de todos os sonhos que ficaram por cumprir e por todas as coisas incríveis que a situação actual me impediu de viver. De qualquer modo, penso que criei um caderno muito bonito, essencial no meu dia-a-dia e que transpira memórias bonitas Já sabem, qualquer dúvida, responderei no vosso comentário!

O que é um bullet journal?

Tirando as definições comuns e as formalidades, para mim o bullet journal é uma agenda feita de raiz por mim. Começo com um caderno em branco e começo a criar. Mas pode ser tudo  aquilo que eu quiser. Gosto muito de fazer colagens com pequenas coisas do meu dia-a-dia, com fotografias ou pequenas recordações de viagem, gosto de desenhar ou simplesmente de escrever. É multi funções, pode ser um caderno de apontamentos, uma to-do list, um scrapbook, um sketchbook, o que quiserem!  Tudo em um. O mais incrível é mesmo não haver regras, um bullet journal é aquilo que tu fizeres dele!

PICO, AÇORES | Ascender ao Cume do Pico

Dentro de nada faz dois anos que ascendi ao topo de Portugal, à Montanha Solitária, aos 2351m do Pico e, hoje, venho partilhar convosco a minha experiências e dicas importantes para realizar esta escalada a este cume. Sinto que o trekking e o montanhismo são temas tão pouco explorados na blogosfera que sinto que é meu dever partilhar convosco esta pequena paixão e a minha consequente experiência. Estive nos Açores em 2012 - onde não consegui subir e cuja história fica para outra altura - e em 2018 no âmbito de um acampamento de duas semanas onde percorremos quatro ilhas e vivemos intensamente aquilo que o arquipélago nos tem para oferecer, incluindo alcançar este cume.

Para subirem, primeiramente, têm de ir ter à Casa da Montanha, já com inscrição prévia feita online, dar os vossos dados, receber um GPS que levam na mochila para qualquer caso de acidente e pode-vos ser atribuído um guia (que recomendo vivamente) ou podem fazer o percurso por vossa conta. A subida inicia-se por uma escadaria no interior da Casa da Montanha e todo o percurso está marcado com vinte e sete placas. Não saiam do trilho, a montanha é absurdamente perigosa se fugirem às regras estipuladas. Nós começamos a nossa subida por volta das 6h e foi maravilhoso dado que não apanhamos calor e ainda pudemos assistir ao nascer do sol com vista privilegiada. A descer chegámos as 15h à Casa da Montanha, tanto a descida como a subida demoraram em torno de três horas. Aproveitem o tempo lá em cima, são memórias para a vida, deslumbrem-se com a  imponência do piquinho, a imensidão da cratera, a magnificência do vulcão e das fumarolas activas. De cortar a respiração.



Treinar | Por favor não vão para um desafio imenso a nível físico sem conhecerem os vossos limites e sem se porem à prova, tanto em termos de montanhismo como de andar durante muito tempo. Aconselho a que se testem numa montanha perto de vós. Para mim as subidas que mais me marcaram e que, de certa forma facilitaram este desafio, foram subir à Arrábida, à Serra do Açor e dias antes fazer o trilho da Lagoa do Fogo (que considerei muito mais difícil que subir ao Pico). Conheçam as vossas mazelas e os vossos limites e, sobretudo, preparem-se.

O Que levar | Uma mochila confortável para caminhar - idealmente com suporte nas ancas - e no seu interior levem comida suficiente para o tempo que calculam estar na montanha mais alguns snacks de emergência. Levem uma boa quantidade de água e recordem-se que na montanha não há pontos de água, por isso giram-na e racionem-na. Aconselho a que levem - no caso de subirem em época quente - uma t-shirt, uma sweatshirt e um impermeável/corta-vento. Subi num dia de imenso calor e usei tudo. Levem chapéu e ainda algo para fotografar, de preferência uma câmara leve ou um telemóvel. Dispensem objectos de grande valor.

O que Vestir? | Eu fui fardada de escuteira, ou seja de t-shirt, calções compridos e meias até ao joelhos mas consigo dizer-vos que devem levar à mesma. Antes de mais, roupa interior confortável e respirável, roupa desportiva, confortável e elástica porém resistente e ainda agasalhos, uma camisola mais grossa e um corta-vento. Lá em cima faz imenso frio e, consequentemente, vento. Equacionem consoante a altura do ano. Para além disso, levem botas de montanha, não levem ténis já que estes facilitam as entorses e, por favor, não levem calçado novo. As botas devem ser bem usadas antes, tornando-as mais maleáveis e confortáveis, calçado novo é muito mais propício a causar lesões. Para além disso, levem mais do que um par de meias calçado, que previne o aparecimento e o desconforto das bolhas, e tenham preferência pelo 100% algodão. Aconselho também um bufo multifunções, que pode proteger o pescoço e a cara mas também adaptar-se para ser um gorro ou uma fita de cabelo. Cuidado com todas as zonas do corpo que possam causar assaduras.




Planeiem o Vosso Descanso | Recomendo muito que o dia antes seja um dia mais light sem grande esforço físico e que tenham uma excelente noite de sono para atacarem a montanha com tudo o que têm. Quando voltarem da vossa subida vão também precisar de descansar. Eu voltei absolutamente desfeita sobretudo devido aos joelhos e aos pés - e a todas as bolhas que desenvolvi - e o descanso no dia seguinte e no próprio dia foi fulcral.

Conversem com os Guias | Das experiências mais enriquicedoras foi ter travado belíssimas conversações com quem faz da montanha do Pico a sua vida. Desde curiosidades, a histórias a peripécias que só eles sabem, são poços de conhecimento e de paixão pela montanha. No fundo, o trabalho deles é subir ao topo de Portugal mais que uma vez por dia, um emprego incomum, porém muito desafiante. Com eles aprendi os nomes originais de todas as ilhas, ouvi histórias sobre salvamentos e embolias - por favor não façam mergulho antes e depois de subirem a esta altitude. Ninguém conhece a montanha melhor que eles.



Quem Manda é a Montanha | É a montanha que decide se sobem ou não lá a cima, depende muito das condições meteorológicas que são imensamente mutáveis. Houve quem subisse a metade e tivesse de descer por ser impossível continuar em segurança. E para além disto, a ascensão ao topo de Portugal tem duas fases: a subida e a descida. Só se dá a montanha como conquistada como chegamos cá a baixo em segurança.

Por fim, quero deixar uma nota importantíssima: na montanha - e na natureza em geral - somente se deixam pegadas e tudo o que se tira são fotografias, memórias e vivências. Levem TODO o vosso lixo para baixo e contribuam para a conservação desta dádiva. Pretendo voltar um dia e, de preferência, que consiga acampar na cratera. Acabo, então, a descrição de uma das experiências mais incríveis e fascinantes da minha curta existência com uma citação do alpinista João Garcia "(...) a recompensa é mais do que justa. Se é verdade que o Pico é visível de quase todos os pontos das três ilhas, imagine-se a vista lá de cima."

WWW | Três Podcasts para Descontrair

O podcast foi um formato que demorou a conquistar-me mas veio para ficar e, honestamente, é dos meus formatos preferidos para aprender, absorver conteúdo e dar umas boas gargalhadas. Tem sido o meu grande companheiro de viagem, sejam nas idas para a faculdade, viagens de avião ou até no rádio para ouvir em família, e também o meu grande companheiro de tempos mortos, de cozinha, de arrumação. Sempre adorei ter barulho de fundo e agora consigo ter, de facto, bom conteúdo de fundo que me acrescente algo? Genial! Hoje trago-vos três dos meus podcasts preferidos dos últimos tempos, apesar de, em Agosto, quase todos terem parado, acredito que Setembro trará muitas e bonitas novidades neste mundinho!

Corte e Costura | A minha adição mais recente e uma das minhas predilectas, um podcast sobre fofocas reais denominado de Corte e Costura. A Márcia não tem papas na língua e usa a sua voz misteriosa para nos contar histórias, lendas, peripécias sobre a família real portuguesa. Estreou com o Conde do Henrique e na Dona Teresa e tem vindo a desenvolver-se em torno das restantes personalidades reais. Desconheço a factualidade e as fontes históricas - que o meu mindinho nerd amava conhecer - mas a verdade é que me desponta umas valentes gargalhadas.  Um podcast para nos mostrar o que está por detrás dos grandiosos da sua época, como não nos ensinam na escola. 

  

É preciso ter lata | A Mariana Soares Branco, que se forem old-school conhecem dos seus tempos de blogosfera, estreou-se neste formato há poucos meses e, para mim, leva a taça. É uma pessoa que admiro imenso, pela sua genuinidade e integridade mas também por tudo aquilo em que acredita. Presenteia-nos com uma voz doce - que na minha opinião seria incrível para rádio - e com temas tão pertinentes e interessantes como o slow fashion, aprender novas línguas, aprender a falhar, viajar, temas que rondam a medicina entre tantos outros. Tenho imenso a aprender com ela e adoro segui-la tanto no podcast como fora dele, uma pessoa genuinamente inspiradora, interessada e deslumbrante. Este podcast aconselho com o coração, transborda conhecimento e boa disposição!


Janela Aberta | O Miguel fez parte da minha infância e das minhas primeiras pegadas no digital e o formato de podcast foi aquele que mais me surpreendeu mas que mais me agradou da parte dele. É um podcast sobre nada em concreto, o que lhe vier à mente, ele diz. É sobre tudo e sobre nada mas mesmo assim é sobre tanta coisa. No fundo são reflexões em voz alta que vão dos assuntos mais mundanos ao tema mais complexo. Para ouvir sem pressas ou alvoroços, afinal de contas, no Janela Aberta aprendemos sempre algo novo. Recordo com carinho os episódios de quando estava em Erasmus e agora da descida da Costa Vicentina em bicicleta. Não resisto a uma boa história e a excelentes peripécias.


Que podcasts me aconselham e tenho meeeeeesmo de ouvir?

ESCUTISMO | Servir em Fátima

Fui convidada a integrar a equipa de serviço da peregrinação aniversaria do 12 e 13 de Agosto e, como é óbvio, não pude sequer recusar. O CNE integra estas equipas em todas as peregrinações do 12 e 13 dos meses de Maio a Agosto e, agora também, estamos presentes todas as semanas em regime de acolhimento aos que ao santuário de Fátima se deslocam. Mas afinal de contas o que é serviço? Para mim, é algo que se assemelha ao voluntariado mas que em momento algum é para nós. O serviço é para os outros, sempre, e a alegria de servir é algo que se cultiva, é dar-nos sem medida em prol do outro e tenho vivido neste compromisso de "servir cada vez melhor" desde que comecei a dar os primeiros passos no caminheirismo.

Fizemos de tudo, organizámos a animação da Eucaristia dos servitas do santuário, vigiámos à porta do posto de socorro, abrimos caminho para o andor, fizemos cumprir regras, respondemos a tudo e mais algumas coisa - do mais estapafúrdio ao mais expectável. Fizemos cordão em torno do andor em procissão, zelámos pela segurança de todos nas Eucaristia, procissões de velas e profissão do terço. Somos nós quem socorre e que carrega macas aquando necessário, estando sempre à disposição para o fazer em caso de qualquer ocorrência - que tivemos o privilégio de ter zero macas numa das peregrinações com maior afluência. Agosto costuma ser crítico, tanto pelo calor como pela quantidade de gente, porém, correu tudo conforme, mesmo com a agravante da pandemia.

Foram dois dias deveras intensos, de trabalho, de dores corporais, de horas em pé, de falta de sono. Mas fez-se e faria novamente. Foi um serviço ao peregrino que me fez viver tudo com imensa intensidade, a fé, o serviço, a responsabilidade, o crescimento. Conheci pessoas incríveis, descobri partes do santuário vedadas aos demais e ainda descobri-me ainda mais. Não escrevo para me gabar, jamais faria isso, escrevo para registar para mim, porém, o serviço deve ser silencioso, sem buscar louros nem palmadinhas nas costas. E é tão bom.


DIA-A-DIA | FAV5 #1

Há já algum tempo que sentia a necessidade de ter um separador ou uma rubrica dedicada a nada em concreto. Que fosse maleável e não me restringisse. Queria criar uma espécie de favoritos não periódicos sem categorias definidas onde pudesse falar de coisas que adoro e que me surpreenderam mas que, porém, não têm lugar em mais separador nenhum aqui no blogue. Surge deste modo o FAV5, onde exponho os meus cinco favoritos do momento, sem categorias, simplesmente algo que acho passível de partilhar, seja um pijama, a coleira do meu cão ou até um spot na minha cidade. Espero que gostem!

Penotti Speculoos Spread

Os Speculoos são das minhas bolachas preferidas da vida e, em Fevereiro na Bélgica, vi um creme de barrar destas bolachas. Fiquei de olho mas era demasiado caro, já em Julho, encontrei no Jumbo a marca Penotti muito mais barata e não resisti em comprar para experimentar. É bastante doce mas numa torrada acabada de fazer fica absolutamente divinal. Sabe, de facto, a bolachas Speculoos e satisfaz qualquer desejo guloso! Suave mas crocante com aquele tão característico sabor a canela, um verdadeiro pecado.



Harry Potter Sporcle 

Descobri este jogo e esta plataforma há muito pouco tempo e hão de perceber, ao jogar, que os jogos que gosto e pelos quais me sinto desafiada são um autêntica seca. Este, que tenho adorado, desafia-nos a escrever os 200 nomes mais referidos em toda a saga Harry Potter em dezoito minutos, um verdadeiro nerdy game! Os elfos contam, assim como os animais de estimação e tantas outras personagens que adoramos, podem jogar aqui! O meu recorde é 170, try your best!

Raid Anti Mosquitos Eléctrico 

O local onde vivo é um inferno dos mosquitos no verão, tenho marcas que não saem das paredes das chineladas que dava para poder dormir descansada, porém,  este Raid Eléctrico veio mudar a minha vida. Liga-se à tomada e emana um cheiro que repele toda e qualquer bicharada. Há dois meses que não acordo com zumbidos e que não mato os pobres bichos. Diz que dá para 30 noites, porém eu uso durante duas horas antes de dormir, é super eficaz e dura imenso. Recomendo mil!

Viajar entre Viagens 

Descobri o blogue escrito pela Carla e pelo Rui há muito pouco tempo e, honestamente, não me orgulho. É a prova - que eu já tinha - de que se continuam a fazer maravilhosos e genuínos blogues em Portugal. Como refere o próprio nome, é um blogue sobre viagens, que as desmistifica e mostra aos seguidores sem grande aparato. De Portugal Continental à Gronelândia, passando pela Austrália, umas quantas roadtrips e uma volta ao mundo. É um blogue real, muito bem construído e extremamente informativo. Se precisam de informação sobre qualquer lugar do mundo, provavelmente a Carla e o Rui já escreveram sobre ele! Achei, também, genuinamente interessante o facto de serem apaixonados por caminhadas e montanhismo, que adoro e que é tão raro de encontrar num blogue! Podem visitá-lo aqui!

Sapatilhas de Água Olaian 

Toda a minha vida usei sapatilhas de água, principalmente em zonas com mais lixo no areal e nos desportos náuticos. Levava-os também para toda e qualquer praia fluvial desta vida para não magoar os pés nas rochas e impedir que me magoasse. No entanto, sempre tive um problema: detesto areia e toda e qualquer coisa que fosse parar ao interior dos meus sapatos de água, faz-me confusão e incomoda-me de uma forma irracional. Há uns anos descobri estes na Decathlon, na secção de surf, que me recordam as sapatilhas que os tratadores de golfinhos usam, e têm sido sempre o meu go to! A sola é de borracha e o restante é feito de neoprene sem furos o que impede a entrada de seja o que for. Foram a salvação para os meus pés esquisitinhos e não quero mais nada. Das melhores compras que já fiz, podem encontrá-los aqui!



 
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