Light Menções

VIAGENS | 5 Curiosidades sobre Itália

 FALAR COM AS MÃOS | Sim, é real! E não é só aquele gesto que todos conhecemos. Eles falam com expressões faciais, com as mãos, com o corpo todo. São imensamente expressivos e, honestamente, não dá para envergar a língua italiana sem o ser! Isto acontece por uma simples razão: os dialetos, sotaques e pronúncias são incontáveis. Por isso, se não os compreenderes não te sintas mal, muitas vezes eles também não se entendem entre eles. O falar com as mão ajuda a que alguém do dialeto veneziano compreenda um siciliano, por exemplo. Se não entender, há-se chegar lá de alguma forma. É até algo histórico por todos os povos que por aqui passaram e com quem realizaram comércio.

RECICLAGEM | Este é um tema muito levado a sério por aqui, podes ser multado se não reciclares corretamente. Creio que depende de região para região mas aqui em cada dia da semana recolhe-se um dado contentor do lixo e por vezes a separação e as cores são diferentes. Ouvi também dizer que em Milão podes ser multado por usar o saco do lixo errado, o tema é sério. Se fizer funcionar corretamente, acho excelente, honestamente.

BUROCRACIA | Em tudo. Em todo o lado. E é cultural. Em Portugal também gostamos de muita burocracia mas, meu senhores, os italianos só funcionam com burocracia. Ir à biblioteca requisitar um livro? complexo. Inscrever num exame da faculdade? complicado. Se vierem para cá, boa sorte!

O APERITIVO | Uma parte muito bonita da cultura italiana que podíamos adotar: sair do trabalho e ir beber um copo com os amigos para relaxar. É uma "refeição" que ocorre por volta das 18h e costuma consistir em petiscar e beber algo - por aqui, tende a ser Aperol Spritz. Todos os dias, seja verão ou inverno, há quem vá fazer o seu pequeno aperitivo por essas esplanadas fora. Quebra a rotina casa-trabalho-casa e é um excelente momento de descontração.

CANTAR?! | Já ouviram falar dos gondoleiro que cantam pelos canais venezianos? Bem, são reais mas não são os únicos. Já ouvi condutores de autocarro a cantar, pessoas a andar de bicicleta, ou até o senhor do front-office da minha residência. A plenos pulmões e de forma tão ardente. Em Portugal sinto que temos muita vergonha de cantar em público e, sem dúvida, que o condutor do autocarro a cantar ópera seria no mínimo estranho. Aqui, é só giro quando nos presenteiam com os dotes vocais nas mais variadas facetas do quotidiano.

VATICANO | Fui a Roma e Não Vi o Papa

        Em bons termos, a cidade-estado do Vaticano não é Roma, é simplesmente cercada pela capital italiana! Independente desde 1929, é o "país" mais pequeno do mundo e tem a sua própria bandeira, governo e até um banco! A principal atração é, claro, a Santa Sé não fosse a cidade-estado do Vaticano a sede da Igreja Católica. No dia que reservámos para visitar o Vaticano, roubaram a carteira a uma das minha amigas o que foi um infortúnio, e eu tinha um autocarro para o norte relativamente cedo, o que nos fez ver as principais atrações de forma mais simples e rápida. É um pretexto para regressar!

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Museus do Vaticano

        Os museus do Vaticano são enormes e contam com imensos pedaços de história através dos séculos, dos egípcios aos romanos passando, claro, pelas pinturas renascentistas. É um mundo e um autêntico privilégio de visitar. Lembrou-me muito o Louvre, tanto pelas obras de grande valor e calibre mas também pelas belíssimas salas onde as obras estavam expostas. São inúmeras as estátuas, pinturas e artefactos expostos mas, claro, a atração principal é a Capela Sistina - que é, de facto uma capela e é onde ocorre o Conclave (a decisão de um novo papa) e os Quartos de Rafael. Outro lugar que gostei muito de visitar foi a Galeria dos Mapas - já viram a parede do meu quarto, por acaso?


        É um museu para ver com calma, não o pude fazer, e, tal como no Louvre, convém selecionar previamente que alas gostariam mais de visitar. Os bilhetes são 8€ para estudantes e sugiro que comprem com algumas semanas de antecedência. Recomendo também que vão ou o mais cedo possível ou nos últimos horários, há muita gente e demasiadas tours, com covid senti-me claustrofóbica.


Basílica e Praça de São Pedro

        O ex-líbris do Vaticano, claro está, a Santa Sé. Esta é a praça onde milhares de fiéis se unem em oração, a praça é mais pequena do que esperava mas não deixa de ser majestosa. A Basílica é também imensa, uma absoluta loucura, sendo o maior e mais importante edifício do catolicismo, teve contribuições de artistas como Michaelangelo, Bernini ou até Rafael. Ali entre o Renascimento e o Barroco, é não só uma obra de arte de outro mundo como uma exposição da riqueza e opulência da Igreja Católica. 

        O meu chefe de escuteiros aconselhou-me a fazer isto ao entrar "Vais abordar a Basílica pelo lado direito e sobes umas escadas e entras no hall, andas mais um bocado e passas por uma porta e entras na Basílica em si. Então, façam o seguinte exercício: quando entrarem no hall, admirem os tetos por uns segundos mas depois baixem a cabeça e fixem os olhos no chão. Sempre com os olhos fixos no chão, sem baterem em ninguém, entrem na porta que dá acesso à Basílica. Assim que entram, sempre a olhar para o chão, isto é importante, dirijam-se para o lado esquerdo, ou seja, para o meio da igreja. Deem uns passos e apenas aí levantem a cabeça para contemplar a Basílica." Sem spoilers só se ouviu um triplo "wow", em uníssono. Foi assim que fizemos e aconselho que façam também, o impacto é deslumbrante.

Tive vinte minutos para ver a Basílica toda e as estatuas, as pinturas, a arquitetura são simplesmente soberbas. É um local gratuito de visitar e escolhia os dias em que não há Angelus dominical ou audiência papal - todos os dias menos domingos e quartas-feiras, se o quiserem ver, pesquisem com meses de antecedência para reservar lugar, será nestes dias da semana. Fui a Roma e não vi o papa mas hei de voltar, verdade?

Lições a retirar da visita ao Vaticano

- Ter muito cuidado com os nossos pertences;

- Não marcar viagem de volta relativamente cedo para este dia - guardem um dia inteiro para ver tudo nas calmas.

        Foi um dia atribulado e por ter estado numa situação de muito stress, de polícia, balcões do metro, buscas intermináveis, não consegui desfrutar como gostaria, mas há algo mais importante: apoiarmos as pessoas de quem gostamos em momentos chatos e stressantes e manter-nos unidas na busca por uma solução. É um sitio para regressar com calma, para ver o papa, mandar uma carta, para subir à Cúpula, para explorar os jardins e a biblioteca do Vaticano, para assistir a uma audiência, vaguear pelos museus com calma e apreciar a grandiosidade da Basílica. Podem ir a Roma e não ver o papa mas não vão a Roma e não deem um pulinho pelo Vaticano.

FILMES | 14 Peaks: Nothing is Impossible

        Há um objetivo que muitos alpinistas por este mundo fora ambicionam: ascender ao topo das 14 montanhas mais altas do mundo, todas com mais de oito mil metros de altura. Este é também o objetivo do nepalês Nims e da sua equipa mas há uma nuance especial: querem bater o recorde e subir a todos estes cumes no mínimo espaço temporal possível. Este recorde era de sete anos e os protagonistas deste documentário querem tentar as grandiosas catorze em sete meses. Uma loucura, certo? É para provar a todos os que duvidam que o nome desta enorme expedição é Project Possible.

        Entre filmagens conseguidas pela equipa, entrevistas, idas ao passado e à casa da família de Nims, este documentário com cerca de duas horas é mais do que sobre esforço e resiliência física - eles sobem ao summit do Evereste e nas horas seguintes acendem ao Lhotse e ao Makalu - mas também sobre destreza e força mental. Acredito que fizeram muitas coisas imensamente perigosas e que é quase um milagre todos estarem a salvo e ninguém se ter magoado

        É sobre camaradagem, aproveitar janelas de tempo - mesmo que isso signifique ascender de noite, conseguem imaginar? -, é sobre uma enorme força de vontade e sobre nunca deixar ninguém para trás. Subir às catorze montanhas mais altas do mundo em sete meses é uma loucura e toda a equipa sabia disso, mesmo com algum recurso a oxigénio artificial. Ficamos em êxtase em diversos momentos, de coração nas mãos, é tão longínquo da nossa realidade, é tão insano. Desde que conheci João Garcia e li o seu livro sobre estes grandiosos catorze que fiquei mais por dentro da temática e, como ele refere, a expedição só termina quando chegamos cá a baixo vivos. Apesar de belíssima, a montanha é extremamente perigosa. Este é um documentário sobre sobreviver.

2022 | Os Objetivos

        Nada seria tão Leonor como um pontapé de saída num novo ano com foco em tudo aquilo que quero concretizar nos próximos 365 dias. Sou muito guiada por objetivos, tento ser realista mas também gosto de ser desafiada e de sonhar um bocadinho. Confesso que, em 2021, não estava com a motivação no lugar certo mas decidi escrever objetivos à mesma, mais terra a terra e posso dizer que foi uma tarefa bem sucedida. 

        Consegui integrar um projeto na minha área onde tenho aprendido e trabalhado muito, passei a todas as cadeiras à primeira -  mesmo tendo ido a um exame de melhoria de nota, presenciei a Queima das Fitas de pessoas tão especiais para mim, tentei ter uma abordagem mais consciente e sustentável da minha vida - mas acredito que me podia ter esforçado mais e ter aprendido mais sobre o assunto - e, por fim, fiz Erasmus, este foi o objetivo que escrevi mais a medo e que mais receio tive de não cumprir. 


Vamos aos objetivos para 2022?

Concluir o Curso | Se tudo correr bem, por volta de junho serei licenciada em Ciências da Comunicação. Este é o objetivo. Até lá tenho todas as avaliações do primeiro semestre por fazer - e estou deveras receosa porque os métodos de avaliação são diferentes e desconheço a complexidade e exigência das provas que tenho de prestar em Itália - e ainda um segundo semestre que será a conclusão deste ciclo. Estou muito entusiasmada com as Unidades Curriculares que terei em mãos e também com a possibilidade de estagiar na minha área.

Decidir o que Fazer à Minha Vida | Com o final desta etapa académica, avizinham-se decisões a tomar. O que fazer a seguir? Continuar a estudar? Mestrado, pós-graduação, outra licenciatura? Ingressar logo no mercado de trabalho? Trabalhar enquanto estudo? Ainda tenho que definir a minha estratégia e refletir seriamente sobre o futuro mas este objetivo recai especialmente sobre isso: decidir o que fazer e ser bem sucedida, qual quer que seja a minha decisão.

Ler 10 Livros | Eu sei.. eu sei. Um número pequeno. Nunca me desafiei a ler por números mas este ano gostaria de implementar o hábito da leitura na minha vida. Adoro ler mas distraio-me muito facilmente e nunca consegui ter uma boa rotina literária. Creio que em 2021 li seis ou sete livros, tirando os livros em contexto académico que teimam em não terminar.

Ir a Drave | Um sonho antigoooo, tal como Assis. Drave é a Base Nacional da IV secção. Localiza-se perto de Arouca, no meio das montanhas. Não há internet, tampouco existe rede. O acesso somente se faz a pé e é um sonho de miúda lá ir. Quer seja com o meu clã ou noutras atividades regionais e nacionais, gostaria muito de dizer: deste ano não passa!

Voltar a Fazer Journaling | Deixei de fazer bullet journal no ano passado e sinto muito a falta deste escape criativo e acolhedor, um espaço só meu. Gostaria de voltar a fazer algo mas não em modo agenda, algo descomprometido e sem cobranças. Creio que me faria bastante bem.


Desejo-vos a todos um ano repleto de aprendizagens. Que nunca vos falte saúde e amor, é o que nos basta. Feliz 2022!

2021 | A RETROSPECTIVA

        Vinte-vinte e um foi uma montanha-russa autêntica e consigo claramente separar este ano em duas fações muitos distintas: a primeira metade que foi feita de solidão, de medo e de desilusão, e a segunda metade onde fui feliz como não era há muito tempo. Claro, que houve alturas na primeira metade do ano em que me senti imensamente feliz e claro que houve alturas na segunda parte onde me senti triste e sozinha mas, overall, este ano não foi uma linha reta - e ainda bem. Esta publicação de retrospetiva serve de reflexão e de apanhado, de lembrete de tudo aquilo que foi inesquecível em 2021. Foi um ano estranho, porém, deveras rico. Recordemos com carinho aquilo que foi bom e aquilo que foi motor de aprendizagem.

        Foi o ano do crescimento mais abrupto e que eu mais precisava: o de viver e saber estar sozinha, o da autonomia e da responsabilidade. Esta foi a minha maior vitória. Ter a capacidade de desprendimento foi desafiante mas foi das coisas mais incríveis que já fiz. Isto depois de ter desistido de um Erasmus, conseguir, finalmente, ir foi emocionante - e só acreditei quando aterrei. Pádua foi a minha casa e foi o palco das aventuras mais loucas. Não me sentia tão leve, feliz e solta há imenso tempo. Bem sei que já parece a anedota do repete - lamento - mas o Erasmus foi (e ainda não acabou) uma aventura daquelas! Vivi com uma espanhola, conheci pessoas de vários cantos do mundo, aprendi a falar italiano, brindei com spritz muitas vezes, provei maravilhas, fiz excelentes amigos, estudei imenso e ainda tive a oportunidade de explorar Roma, Florença, Veneza, Verona, Assis, Dolomiti, Bassano del Grappa, Garda e Bologna. Facilmente, foi o ponto alto do meu ano e da minha curta e ingénua vida. Comprei um bilhete só de ida e fiz do coração a minha bússola.

        Aparte disso, participei remotamente na Missão País, nos Jogos da Primavera e no Cenáculo, assisti afincadamente à Eurovisão e acordei cedo para ver tudo o que queria nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Assisti ainda à promessa da Matilde e da Mariana. Amadrinhei o Diogo, a Marta e a Matilde, guiei-os neste caminho, ajudei-os na compra do traje e ainda lhes tracei a capa no meio de tantas emoções. São os meus miúdos de ouro. Amadrinhei também a Catarina no seu "Sim!" na fé, um imenso privilégio para mim pela confiança. Resumindo, foi uma ano de celebrações, incluindo o fim da licenciatura e entrada no mestrado do meu namorado e de tantas pessoas que adoro. Foi ano de escrever fitas emotivas e de presenciar a Queima, de celebrar aniversários especiais, de ser vacinada - eu e todos em meu redor - e ainda de celebrar quatro anos de namoro, com direito a gelato e passeios de bicicleta pelos canais e ainda de saborear o nosso típico sushi no 29º aniversário de casamento dos meus pais.

        Vi séries incríveis e li mais que nos anos anteriores - mesmo querendo melhorar muito neste aspectos! Aprendi a tricotar e concretizámos o cardigan do Harry Styles, rendi-me aos podcasts e, para além disso, ouvi muito Miguel Araújo e Taylor Swift on repeat. Visitei museus incríveis, da Gulbenkian a Uffizi, do Aljube ao Vaticano e vi algumas das obras de arte mais magníficas do mundo. Pintei muito, fotografei menos do que gostaria, cortei o cabelo em casa e ainda me rendi ao Notion. Explorei todos os baloiços da serra, desfrutei do verão na aldeia, voltei a acampar e diverti-me em inúmeras noites de jogos em família.

        Tive vitórias pessoais muito bonitas, também: publiquei um artigo científico (sou um et al!), integrei um projeto na minha área onde tenho vindo a aprender e a desenvolver muitas das minhas capacidades e ideias. Tive notas incríveis e fiz cadeiras bestiais - de onde tenho de destacar Publicidade e o trabalho com a Pfizer, História dos Fascismos e Writing for the Media - e ainda abracei o projeto Muda o Chip. Deixei o pimba em paz, mergulhei no mar algarvio no meu vigésimo aniversário, tornei-me finalista e ainda descobri praias secretas na Arrábida com a família. Afastei-me de uma amizade tóxica, fortaleci as minhas amizades mais antigas e vi a minha Joana passado quase dois anos. Fui ao Oceanário, fizemos canoagem em Montargil e tive visitas do meu namorado, dos meus pais e do meu irmão. Este último mês do ano foi marcado de forma muito negativa, por sustos relacionados com a pandemia, a solidão de me autoisolar para conseguir passar o natal em família, as avaliações que não correm tão bem e as portas que se fecham. 

        Em 2021 aprendi imenso sobre mim mesma. Cresci muito, tomei decisões importantes e, apesar de tudo, foi um ano repleto de momentos e lições bonitas. Este ano, finalmente, pude voar. 2021 foi superação e de fazer acontecer, de erguer a cabeça e enfrentar com boa disposição o que segue adiante; ano dos acasos bonitos mas também de estrelas cadentes, da família, das saudades. Que nunca nos falte a resiliência, que nunca nos falte amor. É este o meu desejo para o ano que está aí ao virar da esquina. Que aproveitemos todos os dias, todos os abraços, todos os mergulhos no mar, todas as oportunidades, que nunca nos faltem as palavras, que nunca travemos aquilo que sentimos. Tratem de ser felizes, de não deixar para amanhã e de saborear cada pedaço. Este último parágrafo é em especial memória da  minha avó, que faleceu na noite de Natal. Here's to her


2021 | Top12 de Fotografias

        O meu top mais antigo e também o meu preferido. Confesso que 2021 não foi o ano em que me senti mais motivada para explorar as minhas capacidades fotográficas, fazer diferente e arriscar muito. Foi também um ano muito marcado por uma metade com muito poucos registos e uma segunda metade que me toldou os cartões de memória. Nesta publicação anual, prefiro olhar ao valor estético das imagens, os meus pequenos Eureka! através da lente e não tanto ao valor sentimental.

        Estes foram pedaços do meu quotidiano, momentos congelados no tempo que guardarei eternamente. Estes são os meus doze eleitos do ano e estão ordenados de forma cronológica. Qual é a vossa preferida?

12. Almada, Janeiro



11. Oceanário, Junho



10. Vila Real de Santo António, Junho



9. Sabugal, Julho



8. Aljube, Agosto



7. Sabugal, Agosto



6. Veneza, Outubro



5. Florença, Outubro



4. Lago di Garda, Novembro


3. Veneza, Novembro



2. Lago di Dobbiaco, Novembro



1. Pádua, Dezembro


2021 | 12 Temas, 12 Preferidos

Um bocadinho inspirado na minha publicação de aniversário, escolhi doze temas, em forma de verbos,   e consequentemente o meu predileto em cada um destes de modo a fazer um pequeno apanhado dos meus preferido de vinte-vinte-e-um. Nesta publicação podem compreender aquilo que me enriqueceu este ano: de livros a séries, passando por podcasts e exposições. Contem-me, também, quais foram os vossos preferidos dentro de cada temática!


LER | O Velho que Lia Romances de Amor 

De Luís Sepúlveda e com a América do Sul como pano de fundo - tão diferente de todas as obras europeió-americanas que sempre li. Curtinho e leve, conciso e apaixonante. Fez-me viajar através da leitura e fez-me ficar nervosa a cada página que lia pelo desfecho final. Um livro bonito sobre o amor pelos romances e a busca por um feroz predador no meio de povos indígenas. É o meu eleito para livro do ano e podem ler mais sobre a minha opinião acerca dele aqui!


VER | The Crown

Vem mesmo do início do meu ano, a eleita é The Crown. Sou apaixonada por história e esta série descreve de forma tão magnífica e bonita as últimas décadas da família real britânica, mais especificamente o reinado de Isabel II, com todas as suas sombras e desacatos. Não tenho palavras para a fotografia e para a realização, para a forma como percorre tantas épocas históricas nos mais ínfimos detalhes. Simplesmente sublime. Lê mais sobre a minha opinião aqui!


VISITAR | Assis, Itália

Ainda não consegui escrever sobre Assis como gostaria. Há tanto para dizer. No meio de tantas igrejas barrocas, grandes canais e cidades, foi um pequena vila na Perúgia, a sua paz e a sua beleza imutável que encheram as minhas medidas. É um sítio que não se explica, um local de muita fé, envolto em magia e era um sonho de miúda que vi concretizado. Demasiado poderoso para conseguir pôr em palavras.


COMPRAR | A Bicicleta

Em segunda mão e com suspeitas de que foi roubada antes de me ter sido vendida, adquiri a minha bicicleta azul em Pádua no segundo dia da minha estadia e, mesmo com os seus problemas, foi das minhas compras preferidas e provavelmente a mais útil. Voltei a apaixonar-me por andar em duas rodas e foi parceira de todos os dias. Brevemente voltarei a vendê-la mas foi sem dúvida o meu dinheiro mais bem gasto - isso e ter pago 9€ por uma viagem de oito horas até Roma, giggles.


ESCUTAR | Red (Taylor's Version)

Sem dúvida.. original. Nunca tinha prestado muita atenção à discografia da Tay-Tay até este ano mas desforrei-me bem. A Taylor foi a minha artista mais ouvida no Spotify e tenho-me divertido imenso a perceber o seu background, liricíssimo e easter eggs. Red (Taylor's Version) foi lançado em novembro mas valeu por vinte-vinte-e-um inteiro. Magnífico e cheio de alma.


RIR | Terapia de Casal

Nada de novo, verdade? O Guilherme e a Rita conseguem-me arrancar um sorriso todas as semanas com as suas parvoíces e discussões. Mais recentemente, até me tenho rido ao ler o livro - e não sou de book-laugh fácil. Eles são podcasters absolutamente extraordinários, primam pela vontade de querer sempre inovar e adorava ter estado na apresentação do livro. Foram a minha companhia todas as semanas sem exceção. Menção honrosa na secção Rir para o Extremamente Desagradável da Joana Marques.

CULTIVAR | Mulheres e Resistência, no Aljube

Mesmo ao pé da Sé de Lisboa e com a minha companhia museológica preferida - a minha mãe - revisitámos um Aljube - uma prisão política do tempo do Estado Novo. Esta exposição temporária em específico fala  "sobre o papel das mulheres na resistência ao totalitarismo, os princípios do feminismo em Portugal e ainda a importante história das Três Marias e o seu impacto a nível internacional. Relembra-nos que, há não muito tempo atrás, as mulheres eram inferiores constitucionalmente e do quão importantes foram as mulheres na conquista da liberdade." Leiam mais obre esta exposição, aqui!


SABOREAR | Gelato do Portogallo

A melhor gelataria de Padova e, para mim, a melhor do mundo, vende elado cremosos provenientes da receita secreta do mestre gelateiro Alberto Portogallo. É uma pequena gelataria que tende a ter fila, até nos meses mais frios. Podem haver pizzas, massas, pestos e pretzels divinais mas os gelatos, senhores.. os gelatos. Menção honrosa para o sabor a pistachio, amendoim e framboesa! Indescritível de tão cremoso e saboroso que é.



VESTIR | Casacão de Inverno

Da Decathlon e comprado em 2016, continua a ser o meu parceiro das temperaturas mais gélidas. É verdade que é um casaco de ski, porém vale o investimento e é a única peça de roupa que me faz não ter frio desde o Inverno lisboeta até aos Alpes Italianos. Não foi em 2021 que foi comprado mas foi neste ano que lhe dei mais uso, por isso, tem a sua menção honrosa.


NAVEGAR | Notion

O meu fiel parceiro de 2021 e uma das minhas descobertas preferidas: a plataforma Notion. Deixei de ser fiel ao papel e pude render-me às tabelas, às categorias e às infinitas possibilidades que existem deste bulletjournal online, tão orgânico e fluído. É uma peça fulcral no meu dia-a-dia e na organização da minha vida pessoal e académica. Podem ler como organizei o meu Notion, aqui!

 

APRENDER | Italiano

Este ano aprendi a falar italiano. Sem aulas e com muito poucas bases mas desenvolvi um nível alto de compreensão e um nível intermédio de fala, tudo por assimilação, por ler e ouvir muito, por arriscar e não ter medo de falar. Não consigo ter conversas complexas, porém o meu vocabulário chega-me para o que preciso no dia-a-dia. Gostava de aprender mais e melhor, com mais background gramatical e frásico, mas foi uma aprendizagem um bocadinho sofrida, porém muito gira. Parliamo in italiano? Ah, também aprendi a fazer sopa e tricot!

CRIAR | Caderno Andorinha

Feito com amor pel'O Beija Flor, foi o meu diário dos últimos meses, permitindo-me escrever, colar, desenhar e pintar aquilo que sentia, via e percebia. Foi barro nas minhas mãos e que bonito foi criar no seu seio. Foi um absoluto favorito, de capa dura com uma cor belíssima, uma andorinha dourada, páginas grossas, lisas e sem qualquer inscrição, perfeitas para serem rabiscadas com as minhas aventuras, ideal para ganhar asas.

(https://www.obeijaflor.pt/shop/andorinha-verde)

DOLOMITI, ITÁLIA | É Mesmo Real!

         Ir às Dolomiti era um sonho desde há vários anos que me apareceu no feed do instagram. Vidrei com a extraordinária beleza natural e sabia que um dia tinha de lá ir, não sabia muito bem como, mas tinha. Foi com a visita dos meus pais e com o aluguer de um carro que conseguimos desbravar esta parte italiana dos Alpes. As fotografias não mentem, é de cortar a respiração.


        Somente estivemos lá um dia e é uma pequena loucura fazer as Dolomiti num só dia, poderiam passar lá uma semana sem repetir sequer a mesma estrada! Escolhemos pequenos focos do que queríamos ver e fomos andando e vendo o que dava para fazer. A primeira paragem foi em Cortina D'Ampezzo - onde serão os Jogos Olímpicos de Inverno em 2026 - uma estância de neve no Inverno e uma vila muito querida, por sinal. Daí partimos para vários lagos: Misurina, Braies e Dobbiaco. O Lago di Braies é um dos postais das Dolomiti mas foi o Lago di Dobbiaco que nos deliciou, isto por uma simples razão, era o único lago que não estava congelado, o que dava uma perspetiva muito diferente da paisagem, refletindo o belíssimo vale ao fundo.

        A neve abundava e, principalmente no Inverno, é preciso ter muito cuidado e estar atento às mudanças temporais, a montanha pode ser deveras traiçoeira  pode-se tornar perigoso. Adorei visitar um pedacinho das Dolomiti no Inverno, foi absolutamente mágico, vi neve como nunca tinha visto na vida, mas acho que as melhores alturas serão na Primavera e no Outono, aí pelo final de Outubro onde ainda dá para observar os azuis e verdes dos lagos e a colorida paisagem. Os locais para visitar são inúmeros, parece tudo saído da seleção de wallpapers do Windows, e há ainda imenso por descobrir. Os meus pais ficaram abismados, adoraram cada pedaço e já houve promessa de voltar. É quase impossível ir lá ter de transportes públicos, ter um carro é mesmo a melhor opção, ou bicicleta, até! Facilmente está nos meus sítios preferidos do mundo e dificilmente esquecerei tão cedo. Simplesmente wow.


ROMA, ITÁLIA | DIA 2: Da Roma Antiga até Trastevere

        No segundo dia na cidade eterna, demos um twist no guia que me ajudaram a criar, por facilidades de itinerário e sobretudo porque queríamos ver o Coliseu e o Fórum Romano o mais cedo possível para evitar aglomerações excessivas. No segundo dia fomos às profundezas de Roma, explorámos sítios sagrados, construções megalómanas da Antiguidade e ainda fomos surpreendidas por pequenos segredos e surpresas que Roma nos ofereceu. Começamos a nossa caminhada pela Roma Romana?


Coliseu

    Para além dos Museus do Vaticano, o Coliseu e o Fórum Romano foram os únicos sítios que marcámos bilhete para entrar, e tenho de agradecer às minhas amigas por terem guardado estes sítios para visitarem comigo. É um dos marcos mais importantes e, sendo o cartão de visita da cidade, não dava para não passar por lá. Saindo na estação Colosseo, o dito cujo ergue-se logo à saída. A fiscalização dos bilhetes e a fila da segurança foram rápidas - fomos no primeiro horário de um dia de semana de novembro - e, para nos ajudar a compreender o sítio onde estávamos e aquilo que víamos, descarregámos o áudio-guia do Rick Steve, que se revelou uma excelente ajuda nesta tarefa. 

        Os anfiteatros são comuns em Itália e por todo o antigo Império Romano mas este é o mais conhecido, o maior e mais importante. Uma arena construída sobretudo para receber espetáculos de gladiadores mas foi utilizada, também, para inúmeros outros eventos públicos. Erguida por volta do ano 80 d.C., os romanos eram mestres dos arcos perfeitos e fascinantes engenheiros, tonando as suas construções mais funcionais do que belas. Nesta elipse cabiam 50mil espectadores sedentos por observar a morte. Hoje, observamos as passagens subterrâneas debaixo da arena, dado que o chão deixou de existir e a cruz de bronze erguida por João Paulo II no lugar onde o Imperador se sentava. O Coliseu também espelhava a segregação social, cada estado social tinha o seu lugar.

        Principalmente em época alta, acho importante reservar bilhetes com antecedência no entanto aconselhava a visitar as cidades mais importantes de Itália exatamente na época baixa não só para evitar o calor extremo como pelas aglomerações mais reduzidas. Bilhete este que para estudantes tem o custo de 2€ - preço normal, 16€ - com uma só entrada no Fórum Romano e no Coliseu durante 24h. Nós optámos por adquirir o bilhete Full Experience que para estudantes permanece nos 2€ mas normalmente o valor sobe para 22€ - podem visitar o parque durante 48h e ter acesso a sítios exclusivos. Honestamente, se forem estudantes, adquiriria o Full Experience mas não sendo estudantes, não achei os sítios exclusivos valessem mais seis euros. O Coliseu é  Património da Humanidade segundo a UNESCO e uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo e vale, sempre, a visita.


Fórum Romano

        Incluído no bilhete anteriormente descrito, o Fórum Romano foi dos sítios que mais gostei e que mais me surpreendeu em Roma. O Fórum foi o centro da Roma Antiga - a capital política, religiosa e social do mundo na altura. Era aqui que se tratavam dos assuntos públicos, cerimónias ou até eleições.

        Podemos observar o Arco de Titus na entrada, percorrer a Via Sacra, ver o Templo de Rómulo, o Templo de Vesta, a Colina Palatina, o Palácio da Justiça, a Cúria ou até o Templo de Saturno. Foi um local que atravessou a mudança do politeísmo para o monoteísmo, da Roma Antiga, à Imperial até chegar aos dias de hoje, enquanto museu a céu aberto. A sua imensidão não em termos espaciais mas sim em termos de edifícios e de restos arquitetónicos foi aquilo que me fascinou. Apreciar pormenores, capitéis e ir a fundo na história fez me apaixonar por este lugar.



Circo Massimo 

        Não muito longe do Coliseu encontramos o Circo Massimo, o estádio onde ocorriam as corridas e jogos romanos, normalmente no contexto de celebrações religiosas. Hoje em dia é um parque público e palco de celebrações futebolísticas e manifestações. Não achei o local nada de especial, podem pagar para ter acesso a um espaço pequeno de reconstituição e vestígios arqueológicos, mas para mim não valia o preço. 


Buco della Serratura dell'Ordine di Malta

        Este foi o local que me recomendaram visitar primeiro - as dicas vieram de um fotógrafo e, claramente, ele conhecia a melhor luz para fotografar o local. A fechadura da Ordem de Malta é uma curiosidade e um dos "segredos" de Roma. É uma fechadura de um portão que, ao espreitar, as sebes do jardim se alinham na perfeição com a cúpula da Basílica de São Pedro. Visitámos por volta da hora de almoço e, mesmo tendo conseguido tirar a fotografia que queria, já se notava que a luza não era  melhor. Mesmo já não sendo "tão segredo assim", é giro de descobrir estes locais insólitos.


Basílica de Santa Sabina

        A mais antiga basílica romana ainda em utilização, localiza-se mesmo ao lado da fechadura da Ordem de Malta e detém vista para o rio Tibre. Construída no século V, pode passar despercebida por quem passa mas vale a pena dar uma volta no seu interior. Spoiler: não tem nada a ver com nenhuma das igrejas barrocas que vos falei na publicação anterior. É completamente diferente.



San Francesco a Ripa

        O segredo mais bem guardado de Roma. Esta é uma igreja em Trastevere que, somente entrando, não nos diz grande coisa mas here's the trick: no lado esquerdo do altar existe uma porta, procurem o padre franciscano e peçam-lhe para subir à capela secreta onde São Francisco de Assis pernoitou. Este foi um segredo de Roma partilhado pela Catarina Barreiros no seu Instagram, descrevendo-o como "uma magia de engenho na forma de reliquiário secreto, ao lado da almofada de pedra". Religiosos ou não, a surpresa inunda qualquer um. Não mostro fotografias porque é daquelas coisas que se tem de viver. Dos meus sítios absolutamente preferidos em Roma.

    

    Terminámos o nosso dia à beira do Tibre e não conseguimos visitar Trastevere como queríamos - que, segundo contam, uma espécie de Bairro Alto de Roma, um bom sítio para copos e para jantar fora. Não tive tempo para visitar mas ficou por ver a Basílica de Santa Cecília e Santa Maria in Trastevere, para além de me perder pelas ruas desta zona da capital italiana.

ROMA, ITÁLIA | Dia 1: O Panteão, a Fontana e as Igrejas

        O meu roteiro de Roma foi feito com ajuda de um chefe meu que é doutorado em Roma de tantas vezes que já lá esteve! Neste dia visitámos o coração da capital italiana, que é algo que adoro fazer logo no primeiro dia que visito uma cidade. Para fazer este roteiro, somente precisam de ir de transportes até à zona do Coliseu e do Vittorio Emanuele II, de resto, dá para andar a pé o dia todo, para ver muitas coisas brutais e aproveitar o melhor que a cidade tem para oferecer. Começamos?

Igreja Santo Inácio de Loyola

Uma igreja barroca para apreciar cada pormenor. Por fora nem parece mas no seu interior é de cortar a respiração, foi das minha preferidas. Proveniente do século XVII e localizada no Campo Marzio, é dedicada ao fundador da Companhia de Jesus.

Igreja Sant'Andrea della Vale

Aqui, emocionei-me com a beleza. De fachada renascentista mas interior barroco, foi das igrejas mais impressionantes que visitei. Uma cúpula lindíssima e frescos detalhados que nos fazem cair o queixo facilmente

Panteão

Proveniente do século II, outrora um templo  e hoje uma igreja, o Panteão é um dos ex-líbris de Roma. É dos mais antigos e o que mais resistiu aos tempos e que, ainda hoje, é utilizado. Foi um local que atravessou eras, da  medieval até à modernidade, tendo sido palco de inúmeros eventos históricos.  A sua impressionante cúpula não reforçada e o óculo - que aproximava, para os crentes, o céu da terra - são massivos e impressionantes. É uma verdadeira obra de engenharia, que impressiona e que, ainda hoje, inspira muitos. A visita é rápida e gratuita.


Igreja São Luís dos Franceses

Maneirista e do século XVI, é uma igreja construída para a comunidade francesa residente em Roma. As pinturas, o tetos, as capelas e o altar, tudo deslumbrante. Aqui podem ver algumas telas do Caravaggio.


Piazza Navona e Sant'Agnese in Agone

Uma das praças mais célebres de Roma, com um obliquo egípcio no centro e algumas fontes. É um lugar célebre para hotéis e restaurantes, no entanto, não fiquei impressionada. Desta praça têm acesso à Igreja de Sant'Agnese in Agone, com um cúpula esplêndida e que, mesmo sendo pequenina, vale a pena visitar.



Igreja de Santo António dos Portugueses

Dedicada a Santo António de Lisboa e construída a mando de um cardeal português no século XV, é uma igreja que foi erguida e pintada por vários cidadãos lusos da altura. Encontramos referências ao nosso país, desde escudos, a imagens da Rainha Santa Isabel assim bem no meio da imensidão barroca e da talha dourada. Impressionante e belíssima.

Fontana di Trevi

Outro ex-líbris de Roma, a Fontana di Trevi é imensa e um sítio de muitas aglomerações. Mais um vestígio de Roma barroca encomendada a Bernini. É tradição atirar uma moeda à fonte e pedir um desejo - e o dinheiro que é recolhido reverte para projetos de solidariedade. É paragem obrigatória em Roma.

Santa Maria in Trivio

Mesmo ao pé da Fontana, encontram esta igreja pequenina barroca cujo exterior engana. O seu interior é massivo e impressionante, excelente para escapar à confusão do monumento mesmo ali ao lado.

Piazza di Spagna

Outra praça que não me surpreendeu, por alguma razão achei bem diferente de todas as fotografias que já tinha visto. Outro ponto popular, com uma enorme escadaria que dá acesso a uma igreja e algumas fontes. Fica muito próximo da baixa onde se pode encontrar um leque muito variado de lojas




    Roma é imensa e monumental - e os seus monumentos e obras de arte fazem-lhe jus - há muito para descobrir. Este foi o meu roteiro do primeiro dia e foi um excelente pontapé de partida! Foi tudo feito a pé e melhor... nenhum dos itens desta lista é pago, win win
 
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