Light Menções

SÉRIES | Fate: The Winx Saga

        Desde o seu anúncio que estava ansiosa pelo dia de estreia e a verdade é que Fate: The Winx Saga saiu hoje na plataforma Netflix e foi também hoje que a concluí. São seis episódios dos dramas de Alfea que me remeteram para a minha infância apesar das enormes diferenças. Afinal de contas, as Winx eram o meu desenho animado preferido, eram as nossas brincadeiras no recreio da escola, tinha mesmo de ver.

        É a história de cinco fadas - a Bloom, a Stella, a Musa, a Aisha e a Terra - numa escola onde enfrentam imensos desafios e onde aprendem a controlar os seus poderes e, consequentemente, aquilo que sentem. Gira muito em torno da Bloom, dos seus poderes e do seu passado mas é também uma história de luta entre o bem e o mal, a racionalidade e a emocionalidade mas também de amizade e de sede de sabedoria sobre o que ficou por contar. É diferente da série animada que via em miúda numa imensidão de aspectos mas aproxima-se deste noutros tantos. Fate é uma série que humaniza as Winx e que as torna em adolescentes reais com problemas comuns, o que eleva o público antigo do infantil para o juvenil - o que por vezes me pareceu um tanto quanto forçado. Provocou-me suspense - e houve alturas em que cheguei a ter medo - mas também me trouxe uma sede imensa de descobrir o que aconteceria a seguir. 

        Não é brilhante - e acho que em termos de execução e principalmente de figurino poderia estar melhor conseguido - mas eu gostei, aliás, a minha criança interior esteve radiante o tempo todo. Deixou me imensamente curiosa com possíveis próximas temporadas, ainda faltam respostas..! Aconselho a ver, não costumo gostar de fantasias mas esta série, talvez pela ligação emocional, prendeu-me do início ao fim. Desliguem-se do que já sabiam sobre as Winx, é para desfrutar de cabeça limpa e sem amarras passadas.

FACULDADE | 1º Semestre do 2º Ano

         Um pequenino disclaimer inicial: no meu curso as cadeiras só são estanques no primeiro ano. No segundo e no terceiro cada um faz o seu horário e pode inserir cadeiras de vários anos, vertentes, especialidades e até de outros cursos, por isso, será rara a pessoa que fará as mesmas cadeiras que eu no primeiro semestre do segundo ano dado que temos imensa liberdade de escolha do nosso horário. Este foi um semestre híbrido - meio online, meio presencial com grupos rotativos - e tenho de dizer que adorei. Nunca geri tão bem o meu estudo e o meu descanso como neste semestre e sempre me senti muito segura! Vamos lá às cadeiras que fiz neste primeiro semestre do segundo ano da licenciatura em Ciências da Comunicação - que já vai a meio..!

Sociologia da Comunicação | O derradeiro cadeirão do curso, apesar de todo o medo e apreensão revelou-se uma das minhas cadeiras preferidas. É duro e exige muito trabalho autónomo, seja de estudo ou de leituras obrigatórias, mas a matéria é brutal, o professor explica-se bem e esclarece todas as dúvidas. Creio que a maior dificuldade é acompanhar as aulas - doía-me os dedos de tanto escrever no fim de todas as aulas - e acompanhar as leituras obrigatórias - chegou a existir uma semana em que tinha quatrocentas páginas para ler para a aula seguinte. Falamos de formas de sociabilidade moderna, das multidões que a dada altura da história passam a públicos e que, mais recentemente, se tornam em massas. Falamos da função política do espaço público, dos efeitos que os media têm em nós - será manipulação ou influencia? Fomos a fundo à formação da opinião pública e à sua manipulação para fins estratégicos, o espaço público e o privado, a sua separação e o seu entrosamento..! Enfim, a matéria é extensa e profunda mas adorei estudar tudo aquilo que demos e deu-me uma perspetiva brutal dos media e do mundo em que vivemos!

Teorias do Drama e do Espetáculo | Uma UC virada para as artes do espetáculo e que fala sobre isso mesmo, é teoria daquilo que se passa em cena. Baseia-se no livro Drama e Comunicação e a avaliação é feita através de uma frequência com consulta e da dinamização de uma curta metragem orientada por um tema comum. Não adorei a matéria, porém gostei muito de construir a nossa curta-metragem, o único senão foi os jurados não terem percebido, nem lido, nada acerca das curtas o que foi deveras enfadonho para nós, que trabalhámos imenso para tal. Resta-nos o mérito de grupo e a sensação de trabalho bem feito. Não adorei a UC e acredito que poderia estar melhor organizada numa série de níveis.

Media Interativos | A cadeira do coração, onde quatro horas seguidas nem custam. Uma professora jovem que nos disse logo "aqui não há bibliografias", falámos e discutimos variados temas como os influencers, o storytelling, o futuro enquadrado na tecnologia. Foi uma cadeira onde nunca tirei apontamentos, baseava-se em observar e refletir. Algo que adorei foi que todas as aulas eram avaliadas e nunca levávamos trabalho para casa, era tudo realizado em tempo de aula. Em cada sessão havia um tema e, em grupo, tínhamos de apresentar uma reflexão final (vantagens e desvantagens de x, qual será o futuro de y, o que é um influencer), e existiu ainda uma avaliação final sobre o tema que nós quiséssemos - cujo trabalho também é feito em tempo de aula. Escolhemos o white savior complex como tema mas vi vários trabalhos sobre os anonymous, a Cristina Ferreira, as Just Girls e até sobre memes. Vale tudo, desde que seja dentro dos temas falados em aula. Adorei, de coração, esta Unidade Curricular, as notas foram incríveis e, se pudesse, faria de novo.

Discurso dos Media | O nome não engana, uma cadeira onde falamos e analisamos os mais variados discursos, desde a música ao político, passando pelo do ódio, dos filmes, da pinturas, da fotografia.. se virmos bem, tudo tem o seu discurso! Analisámos técnicas, compreendemos objetivos e o poder  e as mensagens intrínsecas, compreendemos gafes e aquilo que deve ou não estar inserido no discurso. Era uma aula a que adorava ir, ultra agradável e cheia de exemplos práticos. Vimos Game of Thrones, ouvimos Deolinda, José Mário Branco e Eminem. Analisámos entrevistas do Alberto João Jardim, da Greta e do Donald Trump. A avaliação foi realizada através de um trabalho - onde analisei um discurso do filme Dois Papas - e ainda uma frequência. Gostei imenso desta UC e sinto que futuramente me será imensamente útil.

Filmologia | Imaginem cinema mas teórico.. é mais ou menos isso. Falamos de conceitos estruturais, técnicas, géneros, experiência e também de história do cinema. Abordámos ainda as escolas de cinema, as vanguardas e observamos sempre sequências exemplificativas de filmes. Não adorei, dado que não sou a maior fã de cinema, nem sequer é a área que quero seguir, para mim foi muito abstrato e.. estranho mas surpreendentemente, e ainda não sei bem como, foi uma das melhores notas que tive!

FACULDADE | Desistir do Erasmus

        A primeira decisão do ano levou a consenso o coração e o cérebro. Escrevi nos objetivos para este ano que gostava de ir de Erasmus dado que é a minha última oportunidade de o fazer. Tinha tudo feito e pronto para ir em fevereiro: tecto garantido, learning agreement completo e assinado por todas as partes, carta de aceitação, grandes poupanças, bolsa Erasmus e decidi desistir, mesmo após todo o stress, corrida burocrática, e-mails e prazos apertados. Como já percebemos, a situação não está boa nem aqui nem em lado nenhum. 

        Estou bem sem as festas e os convívios - embora adorasse vivê-los - mas custava-me ir para longe e não conseguir, sequer, viajar ou estudar em condições - que para mim era fulcral. Quando me inscrevi em fevereiro do ano passado e vi o mundo fechar portas ainda tive uma réstia de esperança e foi aí que me agarrei todos os dias durante o último ano: à espera de dias melhores, à sede de aventura, à vontade de conquistar um sonho de vida. Porque tenho o dom ou defeito de acreditar até ao fim. E mantive-me firme, principalmente  porque sabia que a qualquer momento podia desistir, até já estando lá fora, até não conseguir mais. Havia algo inexplicável que me fazia sentir que esta era a minha altura de ir como a coincidência de o meu aniversario ser o último dia do segundo semestre lá e ainda a noite da maior festa da cidade, o Santo António.

        Os sucessivos lockdowns, a certeza de que as aulas serão online e os limites às viagens fora da região, somando às crises de ansiedade que este processo me deu nos últimos tempos deram-me a certeza que se é para viver assim mais vale ficar perto dos meus e poupar o meu dinheiro e a minha saúde mental. Quero que seja o ano de bater asas e voar mas há que saber quando o fazer, é esperar melhores ventos. Espero um dia poder chamar casa a Pádua. Stay safe!




FILMES | Death to 2020

        Death to 2020 é um género de documentário humorístico disponível na plataforma Netflix e foi a minha primeira escolha cinematográfica para este ano. Produzido pelos criadores de Black Mirror, suscitou-me a atenção por me parecer uma espécie de retrospetiva global deste ano que, com certeza ficará para a história.

       Death to 2020 mistura imagens reais com sketches guiados por personagens que encaram estereótipos em si mesmas - como o bilionário hipócrita, a soccer mom, a trump supporter, entre outros. Foca-se, principalmente, nos incêndios australianos, na pandemia, nos protestos e na causa Black Lives Matter, nas presidenciais norte-americanas, dando ainda um pulinho ao desastre de Beirut. Gostei muito do trabalho documental e do tom satírico com que toda a obra é guiada porém não adorei as "entrevistas". Algumas são geniais mas outras, na minha ótica, foram somente cringe e senti que tiveram demasiado tempo de antena. 

        Não estava à espera que desse o seu jeito de comédia e de sátira, por me ter parecido um projeto sério dado o tema que retrata e o peso que o ano 2020 reflete - e por não ter lido as letrinhas pequeninas que dizem "A Nettflix Comedy Event". Achei muito americano-centrado e tive dificuldade em vê-lo devido à mistura de sentimentos que oferece: de reflexão e dureza mas também de gozo e ironia, simultaneamente. Surpreendeu-me e apanhou-me desprevenida por estes aspectos e, devido às expectativas que criei, não adorei o documentário. E vocês? Alguma opinião divergente da minha?

2021 | Os Objetivos

        Num ano que nos deu a volta consegui, mesmo assim, concretizar alguns dos objetivos a que me propus há exatamente um ano atrás. Tirei a carta de condução, fiz a minha promessa e passei a todas as cadeiras sem ir a recurso, no entanto, contra todos os meus planos agendados, não fiz as duas viagens que tinha planeado - só uma delas -, não fui a Drave nem conquistei as 200 noites de campo. Com a viragem do ano, é altura de analisar os objetivos passados e também projetar os futuros. Apesar de, de momento, me ser muito complicado criar objetivos a longo prazo e de ter uma agenda absurdamente vazia, consegui conceber alguns pontos que adorava desenvolver/concretizar este ano, se for possível.

Integrar um Projeto na minha Área | É hora de não só construir currículo como de ser útil em algum dos projetos colaborativos que por aí andam. Tenho os meus prediletos e gostava imenso que começar a colaborar num projeto seja na faceta comunicacional, de redes sociais, escrita ou fotografia, let's make this happen!

Ir de Erasmus | Tenho tudo pronto para ir em fevereiro mas posso a todo o tempo cancelar, devido à evolução pandémica. Ainda é algo a decidir já ponderei ir somente em setembro, mas ou é este ano ou não é de todo, o semestre que resta é o último da licenciatura e quero acabá-lo ao lado dos meus. É um dos meus grandes sonhos de vida, há anos, e se não for este ano nunca será. É daquelas oportunidades que sei que nunca mais terei e vou lutar - e rezar. Se não der, paciência, é a vida. Mas é objetivo.

Passar a todas as Cadeiras à Primeira | O desejo de todos os anos: não ir a recurso. Simples, básico mas trabalhoso na sua génese.

Uma Despedida em Condições | Já que no ano passado não houve Queima para ninguém, gostava de este ano, de alguma forma, me conseguir despedir daqueles que tanto me têm ensinado, que são guias e companheiros e mais do que tudo, amigos do coração. 

Mais consciente e Sustentável | 2020 foi o ano da transição para o slow fashion, a compostagem, os cosméticos sólidos, mais refeições meat free. Em 2021 gostava de mudar mais alguns aspetos no meu lifestyle, mesmo sendo somente uma gotinha num oceano imenso.


2020 | A Retrospectiva

         Não dá para passar por 2020 sem recordar o murro no estômago que todos levámos este ano. Por muito que queira simplesmente entrar num novo ano de cabeça erguida e com os olhos na luz que está ao fundo do túnel, é inevitável pensar na catástrofe que a pandemia nos trouxe. A morte, a doença, o burnout, a conspiração, os sonhos que ficaram por concretizar, as saudades, os abraços que ficaram por dar. 

        O meu ano começou assim: "Depois da celebração da passagem de ano, comecei com o pé direito e fui fotografar as estrelas, numa estrada escura denominada de "telescópio", como eu gosto. Senti que foi o sinal que ia ser um ano incrível, de crescimento e trabalho, pelo menos assim acredito", como escrevi na reflexão de Janeiro e 2020 foi um bocadinho diferente daquilo que projetei e idealizei, porém foi imensamente rico em ensinamentos. Há que recordar o bom com carinho, sempre.

        Vi imensos sonhos ficarem pelo caminho - fossem mobilidades Erasmus ou mochilões pela América Latina - mas mesmo assim vi muito dos meus concretizarem os seus objetivos. Vi a Joana mudar-se para Edimburgo, grandes amigos entrarem no curso dos seus sonhos e também eu consegui concretizar alguns dos meus objetivos e metas para este ano, apesar de tantos outros terem ficado por riscar. Fiz a minha promessa de caminheira em fevereiro, com direito a prova de fogo,  uma direta e muitas muitas lágrimas. Foram dias intensos mas muito recompensadores, que saudades que tenho de tudo. Além disso, foi este ano que tirei a carta de condução, passei no código e posteriormente na condução - à segunda - e, apesar de ter sido deveras sofrido, foi um peso que me saiu dos ombros. Outra grande concretização que gostava de destacar foi ter participado com alguns colegas meus na Conferência Internacional de História do Jornalismo em Portugal, é maravilhoso ter trabalho reconhecido!

        2020 foi o ano em que estive presente no Stey, no Cenáculo, no São Paulo, nos Jogos da Primavera online - que nos deram um 2º lugar muito festejado - e ainda fui convidada para o Muda o Chip e venci a Open Call Carlo Acutis, que me fez aprender imenso mas não pude concretizar a viagem de prémio, onde conheceria o Papa Francisco, por conta da evolução pandémica. Entre tantos feitos e percalços, gravámos uma curta metragem, celebrei três anos de namoro com a minha pessoa preferida do mundo, saí de detrás da lente para ser modelo da Inês e dei os primeiros passos no italiano e na língua gestual portuguesa - e o meu gesto preferido é o do "abraço", que usei inúmeras vezes por não poder abraçar ninguém.

        Foi um ano que me colocou à prova nas mais variadas situações e que exigiu muito de mim - e de todos. Sinto que não foi fácil para ninguém mas tenho de reconhecer que tive imensa sorte. Consegui completar os semestres todos, tive apoio emocional e condições para estudar, os rendimentos cá em casa mantiveram-se e fui constantemente relembrada da bênção que é a minha família e os meus amigos. Foi um ano de introspeção, de medo mas também de esperança. Vi do pior que existe na humanidade mas também observei bonitos atos de amor, caridade e compaixão. Apesar de tudo, orgulho-me muito da forma como encarei os tempos negros que vivemos, foi uma prova brutal de resiliência e, apesar de ter tido dias muito difíceis e amargos, só me provaram que só não sou capaz daquilo que eu não quiser.

        O ano em que fiz o cadeirão do curso, em que celebrei os meus dezanove anos por zoom com o melhor red velvet deste sítio, foi em 2020 que me despedi da minha t-shirt malcheirosa de caloira, enverguei a capa negra, fui traçada por pessoas imensamente especiais e pude, então, receber os alunos de primeiro ano. Celebrei o primeiro aniversário do Light, vi o meu irmão tornar-se Mestre Engenheiro e a conseguir o seu primeiro emprego. Foi em 2020 que planeei e concretizei uma viagem do início ao fim, fui a Bruxelas e Bruges e, mesmo com a tempestade e os percalços, diverti-me e mergulhei nas profundezas da história europeia. Fui até Fátima a pé e ainda fiz serviço no 13 de agosto. Aprofundei a minha fé nas orações PartYlha, aprendi danças do tiktok e ainda fiz um bikini com a minha mãe.

        Fotografei aqui e ali, dei um pulinho a Troia, Setúbal e Comporta, Belmonte e Covilhã, passando pelas terras da família, pelos mergulhos, as cascatas, os raios de sol, as bebidas frescas, mas também pela lareira acesa e os quentinhos passeios. Tolerei saudades, vivi intensamente cada pedaço de vida normal que voltou para mim, aprendi imenso sobre mim, os meus e o mundo que nos rodeia. Treinei afincadamente e sonhei com dias melhores, fui a concertos e a museus, testei receitas novas e ofereci presentes especiais.

        Foi um ano de aprender sobre uma enorme diversidade de temas, deste a política à sociologia, da economia a temáticas como o racismo e as desigualdades sociais. Aprendi, ainda mais, a colocar-me no lugar do outro, a ter um olhar mais crítico sobre as abordagens mediáticas e sobre aquilo que ocorre na internet. Foi um ano de aprender a ser mais tolerante e paciente e de abraçar à distância. Apreciámos as coisas simples do dia-a-dia e demos mais valor que nunca aos gestos de afetos, às pessoas e a todos os simples hábitos que dávamos por garantido - não vos  passa a minha felicidade de voltar a andar de transportes públicos, que era algo que detestava! Este ano vivemos História, daquelas que dentro de uns tempos veremos nos livros escolares.

        Que no próximo ano, mesmo carregando a cruz de 2020 e tendo noção que de um dia para o outro com a mudança de um dígito de uma unidade temporal não volta tudo a ficar bem, sejamos amor mas sobretudo que que sejamos agentes e luz de esperança, para nós e para os que nos rodeiam. A maior lição de 2020 foi mesmo para aproveitar a vida ao máximo, como nos for possível, da forma mais intensa que der, não sabemos o dia de amanhã. Todos os dias, todas as pessoas e todos os momentos são importantes, este último parágrafo em especial é em homenagem ao Rafa - um colega meu que sofria de leucemia e que veio a falecer de covid no inicio do mês. Não eramos muito próximos mas recordo com carinho um jantar onde me fez rir até chorar. here's to him.

2020 | As 12 Melhores Fotografias do Ano

     Mais um ano, mais uma voltinha! Creio que este ano a fotografia não foi o meu forte - dado que os pretextos e as aventuras para levar a câmera ao olho foram diminutas - mas tentei reinventar-me e explorar como pude. Neste top encontram-se principalmente fotografias que tirei até março, todas as outras foram tiradas nos instantes lúdicos que sai de casa, principalmente na aldeia da minha avó e arredores, que visitei várias vezes. Apesar de tudo, orgulho-me do que fotografei este ano e estou ansiosa pelo que está por vir! As fotografias estão ordenadas da mais antiga para a mais recentes e crieo que, mais uma vez, consegui manter e fomentar o meu registo pessoal: natureza, edifícios, pormenores. Qual a vossa preferida?

1. JANEIRO | Estação Ferroviária da Funcheira

Foi a primeira fotografia que tirei, dia um de janeiro de dois mil e vinte. Uma estação com toque de casinha de bonecas tão simétrica e perfeitinha. Ficou com umas cores brilhantes e, apesar de simples, é das minhas prediletas. Lembro-me que estava imensamente feliz.



2. FEVEREIRO | Bruxelas
Não costumo colocar fotografias de mim neste top, simplesmente porque prefiro destacar fotografias bonitas de natureza e cidade, mas adorei esta que o Daniel me tirou, imersa na capital belga. Foram tempos idos, repletos de aventura e sinto que é aquilo que representa, eu - absolutamente encasacada - imersa numa cidade que não a minha, a descobrir os seus recantos mais bonitos, como a Grande Place.



3. FEVEREIRO | Bruges
A nossa day trip a Bruges - onde gelamos cada ossinho e andámos imenso a pé - foi abençoada pelas paisagens mais bonitas e pelo privilégio que foi observá-las e registá-las. As árvores despidas, uns segundos de sol, as velhas pontes sobre os canais, as casas típicas, é uma típica imagem de Bruges pela minha lente. Recorda-me das mãos que gelei a fotografar mas também da alegria de explorar este recanto da Europa que eu sempre quis visitar.



4. FEVEREIRO | TOMAR - FÁTIMA I
As próximas três fotografias foram tiradas no mesmo dia, no último acampamento que tive e que tão especial foi. Nesta, estão duas das minhas grandes companheiras deste ano - e da vida -, a Alice e a Leonor, que se estavam  rir imenso e acabaram por cair de costas agarradas. É uma fotografia de amor, de uma altura que me causa muita saudades, de lenços vermelhos novinhos em folha, tempos imensamente felizes. Fizemos Tomar-Fátima a pé, carregados com tudo às costas e isto foi num momento de almoço e de descontração, a carregar baterias para mais uma tarde de esforço físico.



5. FEVEREIRO | TOMAR - FÁTIMA II
Já quase no primeiro local de pernoita, vi no pôr do sol não só a última oportunidade de fotografar neste dia como a melhor altura para o fazer. Fazíamos caminho juntos, em entreajuda, em fraternidade, e acho que consegui captar muito bem essa essência. Que saudades tenho de fazer caminho..!



6. FEVEREIRO | TOMAR - FÁTIMA III
Esta fotografia foi tirada a pedido do Rafa, era uma fotografia que ele queria há muito tempo. O sol a pôr-se no vale da vara bifurcada que simboliza a bifurcação na jornada entre escolher o bem à custa de sacrifício ou o caminho mais fácil mas que não nos leva a triunfar. É sobre ser ponderado nas nossas escolhas e não há maneira mais bonita de o ilustrar. Além de bonita, é uma fotografia muito simbólica.



7. MARÇO | Sabugal
Uma semana antes de tudo fechar, fui até à aldeia visitar a minha avó e fomos a esta aldeia - que, para ser sincera, não me recordo do nome - para ver esta ponte. Era daqueles locais que tinha visto no instagram e quis ver por mim mesma também e explorar um pouco. Aqui, outrora, era a fronteira entre o reino de Leão e o Reino de Portugal. É uma ponte com portagem, belíssima por sinal e com umas cores maravilhosas numa incrível tarde de inverno. A calma antes da tempestade.



8. AGOSTO | Vila Velha de Rodão
Estas são as portas do Rodão, tirada daquela que provavelmente era a janela mais suja do comboio regional a cerca de 160km/h. As cores, a calma, a  serenidade. Gosto desta fotografia, por amor.



9. SETEMBRO | Quadrazais
Uma das minhas self photoshoots preferidas deste ano. O movimento, o magnifico por do sol, o foco. Era a reta final das minhas férias e lembro-me de sentir que as coisas iam melhorar.


10. SETEMBRO | Quadrazais
Recordo-me que, no nosso último dia pela terra da minha avó, eu e a minha mãe decidimos ir dar um passeio até ao rio e pelas pontes - que pouco tempo depois seriam destruídas por um temporal. Foquei-me muito em fotografar pormenores, animais, plantas e, honestamente, é das atividades que mais me relaxa. Esta fotografia, na minha ótica,  calma, é delicadeza.



11. OUTUBRO | Sabugal
Daqueles passeios em família onde digo para pararem o carro porque quero fotografar algo, não podia mesmo perder este túnel tão colorido e vibrante no apogeu do outono! Não ficou focada como gostaria mas sinto que captei bem a essência desta época tão bonita do ano!



12. OUTUBRO | Sabugal
Creio que é mesmo a minha fotografia preferida de 2020. No topo da serra da Malcata encontramos este posto de vigia e, desta vez, creio que o retratei de uma forma muito bonita. Daquelas fotografias que custam a sair e que causam dores nas costas do tempo agachado mas que vale muito a pena. Ainda bem que não captei a minha família à minha espera no carro por estar a  fotografar há meia hora no meio das ervas da mata.. acontece!



Mesmo numa época tão peculiar, tenham um Feliz Natal junto dos vossos, leitores fofinhos! 

DIA-A-DIA | Winter Break Plans

        Todas as frequências que tinha em calendário foram realizadas e todos os trabalhos entregues. É hora de descansar, de cuidar das profundas olheiras, de organizar a papelada e, finalmente, de ter algum tempo para fazer aquilo que tanto gosto e que nunca tenho tempo. Como gosto muito de me reger por objetivos sem qualquer "pena" associada, e por isso quis criar uma pequena lista dos meus planos para as próximas semaninhas, se concretizar, tudo bem, se não concretizar, tudo bem também!


Besuntar-me em Netflix

        As you know, sou uma pastelona, não consigo fazer binge watching e demoro imenso a ver todo o tipo de séries e filmes mas, como vou tentar ficar mais por casa nesta altura, fiz alguns planos. Primeiramente, gostava muito de ver Dash & Lily antes do Natal para ajudar a entrar no mood, depois adorava começar a ver Tiny Pretty Things - dado que adoro séries de dança, mesmo sendo um autêntico cliché. Ainda no meio destes, gostava de continuar a ver The Crown, que é mais extensa e exigente em termos de atenção. Concluí a primeira temporada há pouco tempo e estou a adorar! Por fim, em janeiro estreia na plataforma de streaming a terceira temporada de Sex Education e uma versão das Winx - Fate: The Winx Saga - que estou imensamente curiosa para ver mas simultaneamente tenho algum receio que estraguem uma série que tanto adorava em miúda.


Projeto Harry Styles Cardigan

        Este é um desafio do tiktok pelo qual estou obcecada há meses. Consiste em recriar um cardigan que o Harry usou num concerto que é imensamente caro. Em alternativa, os internautas desta vida decidiram começar a tricotá-lo para o recriar e adorei a ideia! Planeio fazer com cores diferentes mas o mesmo modelo e nada melhor que uma altura do ano em que não tenho nada para fazer para me dedicar a um projeto tão ambicioso. Adoro bons desafios e este será dos trabalhosos


Voltar a Ler

        Não leio algo desde o verão por puro prazer. Dói-me os olhos de artigos científicos e de bibliografia obrigatória e sinto falta da ansia pelo próximo plot twist. A pilha na minha mesa de cabeceira tem acumulado alguns títulos e por isso o objetivo é tirar-lhe algum peso. Perdi muito o hábito de ler que tinha em miúda mas gostava muito de voltar a ganhar esse hábito, há tanto tempo que não leio por simples prazer e sem distrações. É altura de voltar a ler.


Organizar Livros e Roupa para Vender/Doar

        Algo que fiz imenso no meu verão e que deixei absolutamente de lado foi amealhar algum dinheirinho a  vender pertences em bom estado que já não fazem sentido estar comigo, principalmente livros e roupa. É algo a voltar a concretizar sobretudo porque me liberta espaço necessário e me ajuda a poupar um bocadinho. Vou também separar itens em bom estado para doar a quem precisa!


Preparar publicações de Ano Novo

      Esta é a minha altura preferida de publicações blogosféricas, é trabalhosa mas muito recompensadora. Adoro retrospetivas e listas temáticas de favoritos, gosto de rever o meu ano de forma distinta e de acompanhar as dos outros. Vou aproveitar esta christmas break para organizar tudo o mais possível. I'm sooooo excited!


Mesmo não sendo altura de férias e de descanso para toda  agente, quais são os vossos planos para os feriados que aí vêm? Partilhem comigo!

FACULDADE | O Fado Que Nos Resta - a Curta Metragem

         Todos os anos ocorre a mesma correria contra o tempo para produzir este trabalho académico que consiste numa curta metragem para uma cadeira de segundo ano que tem tudo a ver com drama e espetáculo, no ano passado os nossos mais velhos fizeram de nós cobaias e assistentes, este ano foi a nossa vez de coordenar. O tema de partida era "A Amália e os Media"  - para assinalar os 100 anos de Amália. O resto era trabalho nosso. 

        Entre obras, cartões com as gravações mais importantes que deixaram de funcionar, emergências familiares, pequenos acidentes e uma imensa loucura, apresentamos uma curta-metragem ultra amadora onde pegamos num fado de Amália "Cuidei que tinha Morrido" e o personificamos. Pretende ser uma crítica àquilo que o fado se tornou, deixando de ser das minorias, dos marginais, das prostitutas para passar a ser das massas, dos estrangeiros. História esta que após uma deambulação deste Fado por uma Lisboa descaraterizada e, apercebendo-se da sua desvirtuação, se encontra com Amália em espírito e discutem sobre a sua criação - à la Ricardo Reis. É uma história de dor, de mágoa, obviamente zero real mas que nos deu imenso gozo em construir. É uma história com muitos simbolismos intrínsecos e com uma storyline brutal. 

        O resultado final superou as nossas expectativas - apesar dos imensos erros -, aprendi imenso sobre este mundo, já tinha gravado e editado coisas mais descontraídas mas nada com guião, personagens, figurinos, takes, cenas, acessórios, falas a sério. Só me fez valorizar ainda mais a arte que é o cinema, cada segundo pode demorar horas a gravar, é duro, porém, deslumbrante. Um autêntico desafio quanto a um tema ambíguo e perante uma pandemia mundial, para vós, O Fado que nos Resta.


Deixa-vos algumas curtas de colegas meus que adorei: Tempo das Cerejas ; Impasse
 
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