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EVENTOS | Harry Styles LOVE ON TOUR

         Houve quem conseguisse bilhete há 3 anos, já eu consegui bilhete a cinco dias do concerto que mais me doía de não poder ir. Movi mundos e fundos e alterei à ultima da hora os meus planos para conseguir estar no Altice Arena a 31 de julho e agradeço com todo o meu coração à pessoa que se lembrou de mim e que me vendeu o bilhete. Mas no meio do meu eyeliner verde e de tantas plumas alheias e cor de rosa, o que dizer? O Harry já era o meu preferido quando integrava os One Direction e sempre foi quem segui mais de perto e tem sido deslumbrante vê-lo triunfar a solo no mundo da música e festejar cada uma das suas conquistas. Vê-lo em concerto ao vivo na Love On Tour foi um sonho tornado realidade e levou-me das lágrimas de emoção mais profundas até a dançar ao ponto de não sentir os pés.

        Inicialmente com a premissa de apresentar o álbum Fine Line - quando o concerto ainda estava agendado para 2020 - rapidamente se tornou uma salada entre este e álbum editado em maio, Harry's House. Pudemos ouvir os seus hits, algumas das suas músicas mais profundas e dolorosas - vão me dizer que não choraram com Matilda? - e de dar o corpo ao manifesto e dançar como se não houvesse amanhã com Treat People with Kindness. Cantar as bridges mais bonitas, apreciar o arranjo de What Makes you Beautiful e escutar a tão aguardada Fine Line no último concerto da tour europeia. Mais incrível do que a discografia exibida, para mim, foi a energia, interação e boa-disposição que o artista exibiu com a qual toda a audiência vibrou. Foi imensamente aguardado e superou as expectativas de cada ser que teve a oportunidade de viver aquela hora e meia.

        Pessoalmente, foi daqueles concertos de uma vida - que espero que se repita e que me é impossível de pôr em palavras -, um autêntico e generoso milagre lá estar e uma afirmação muito bonita o de ir sozinha. Abracei ainda a minha Inês e troquei dois dedos de conversa com a Rita da Nova. Assim num turbilhão, foi um concerto daqueles e foi brutal testemunhar a doçura o artista da cabeça aos pés que é o Harry. Um concerto completo com direito a pedido de casamento e a pastéis de nata, foi um privilégio imenso para mim que vou guardar este concerto para sempre no coração.



EVENTO | Deixem o Pimba em Paz

         No âmbito do festival Música no Parque, em Cascais, fui finalmente ver o espetáculo "Deixem o Pimba em Paz" onde Bruno Nogueira, Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nelson Cascais e Nuno Rafael nos presenteiam com hits pimba que nos são tão queridos como "A Garagem da Vizinha" ou "Mãe Querida" com um twist, arranjos musicais diferentes e dando um toque de clássico à música típica da festa da aldeia.

        Gostei imenso do concerto - e é tão bom voltar à felicidade única que estar numa plateia nos traz - fui surpreendida com os temas e as interpretações e ainda com pequenas intervenções humorísticas do Bruno Nogueira - que também são sempre bem vindas! Um concerto ao ar livre com lugares marcados e regras que garantiam a nossa segurança. Aliás, tenho de, além de elogiar o concerto, elogiar a organização. Estava tudo imensamente bem estruturado, poucas filas e pouco tempo de espera fosse nos autocarros para testes antigénio - dado que só se entra com teste ou com certificado de vacinação - tanto na indicação dos lugares e sobretudo na saída - onde tive imenso receio por ser tanta gente mas foi tudo faseado e extremamente organizado. Mesmo com a ansiedade de ver tantas pessoas, senti-me segura e gostava imenso que esta organização sobretudo nas entradas e saídas se mantivesse.

        Um conceito musical diferente, que deu para descontrair, cantar um bocadinho e sentir a saudade da visita regular às salas de espetáculos. O espetáculo é brilhante, sobretudo para quem gosta de boa música, mesmo que as letras sejam aquilo que conhecemos, e para quem pretende rir-se um bocadinho. Este festival dura até domingo e realiza-se no parque Marechal Carmona, em Cascais.

@musicanoparquecascais

EVENTOS | Missão País 2021

        A Missão País é um projeto de e para universitários católicos que pretende inspirar as gerações a vivenciarem a sua fé em missão. Em tempos normais, somos enviados para uma comunidade onde vivemos, servimos e convivemos durante uma semana, desta vez ficámos pelo zoom e em vez de fazermos missão com e para os outros, tivemos de fazer missão no interior de cada um de nós. Foi a minha primeira e foi imensamente impactante e urgente na minha vida. Foi sobre o lema "Porque temes? Sou Eu!" que vivenciámos para dia e dissecámos e refletimos sobre cada pedacinho do evangelho que nos foi proposto.

        Neguei a Missão País três vezes mas de alguma forma fui lá parar dois dias antes pela mão da Gabriela, e não poderia estar mais grata por isso. Acabei a fazer Missão País por uma faculdade que não a minha mas com a mesma alegria e gratidão. Cantámos, dançámos, jogámos e orámos muito, partilhámos ainda mais e fomos criando laços imensamente bonitos. Mesmo em dias mais complicados e extenuantes - sobretudo para quem, como eu, estava em aulas - ter aqueles pedacinhos para refletir sobre a minha vida, o meu propósito e o meu caminho foi esplêndido.

        Encontrei pessoas tão diferentes de mim mas com problemas semelhantes, ri imenso mas também chorei e até hoje sinto falta daquele quentinho no coração antes de descansar, além disso, durante essa semana aconteceram três coisas absolutamente.. inexplicáveis! Espero poder viver uma Missão "a sério", porque se assim foi bom, não me sobram dúvidas de como será "no terreno". Um agradecimento a todos os chefes que, apesar de todas as suas tempestades, fizeram isto acontecer, e a todos os que caminharam connosco na semana que passou. Que tenha sido semente para todos nós, estou ansiosa por poder abraçar todooooos! E repito-me as vezes que forem necessárias: não há nada tão bonito como orar e viver a nossa fé em conjunto!

Mesmo numa época tão peculiar, tenham um Feliz Natal junto dos vossos, leitores fofinhos! 

EVENTOS | Os Quatro e Meia no Coliseu

   Ver a nossa banda preferida ao vivo é inagualável e soberbo. Foi um sonho realizado. Foi isto que o foi o concerto d'Os Quatro e Meia para mim, no passado sábado. Rapidamente se tornaram num grupo que admiro muito, cuja sonoridade me acalma mas me faz querer dançar e fazer declarações de amor ao mesmo tempo. São seis músicos extraordinários que esgotaram o Coliseu e que merecem isto e muito muito mais. 

Com temas como "A Terra Gira", "Sentir o Sol" ou "Baile de São Simão" conseguiram pôr a plateia toda de pé a dançar em meros instantes e conseguiram emocionar-me com letras tão simples mas tão profundas e sentidas ao mesmo tempo. As harmonias e os timbres foram perfeitos - iguaizinhos às gravações! - e a variedade de instrumentos musicais foi impressionante de admirar - desde a habitual percussão e guitarras, ao violino, ao piano, ao acordeão e ao contra-baixo! Os Quatro e Meia provaram-me mais um vez a sua polivalência musical. Para além disto, todo o espectáculo teve uma temática espacial, com meios multimédia a embelezar a apresentação da banda. Notava-se que todos os membros estavam de coração cheio e embasbacados com a resposta da audiência e foi deslumbrante fazer parte. Para além de tudo isto, houve a participação especial do João Só e a apresentação de temas acabadinhos de sair do estúdio.

Cantei a plenos pulmões, abracei o meu irmão com força - foi ele que me mostrou a banda e é com ele que costumo cantar os temas - e fui verdadeiramente feliz. Há muito que não sentia este friozinho na barriga e ânsia pré concerto. Os Quatro e Meia fizeram-nos sentir familiares com as piadas certas no tempo certo e com muita magia à mistura. Garanto que estarei lá da próxima vez que houver oportunidade. Em duas palavras: genial e brilhante. Adoro-os ainda mais depois da noite de sábado.




EVENTOS | Greve Climática - Setembro 2019

   A activista de 16 anos Greta Thunberg começou todo este movimento - faltar às aulas às sextas-feiras e sair à rua em prol do decreto de emergência climática - que se alastrou ao mundo inteiro. Ontem realizou-se mais um protesto a nível nacional, em mais de trinta localidades, pela segunda vez consecutiva participei na manifestação que tomou conta das ruas da baixa lisboeta. É urgente fazer-mo-nos ouvir, mudar e alertar para o que está a acontecer. É urgente estarmos informados e ser-mos ouvidos. É urgente manifestar-mo-nos e votar no próximo dia seis de Outubro!

   Pessoalmente gostei mais de participar na manifestação de maio apesar de sair sempre de coração leve com a sensação de dever cumprido. Desta vez não tive tempo de elaborar um cartaz original, só consegui entrar a meio do desfile e não consegui encontrar os meus amigos - devido ao mar imenso de estudantes. Apesar disso, manifestei-me sozinha, gritei, cantei e fiz barulho. Posso ser uma gota de água mas todos juntos somos um oceano e já que o nível médio das águas do mar estão a ascender, nós - enquanto estudantes - estamos a erguer-nos por aquilo em que acreditamos.

   Apelo a que mudem hábitos, devagar e um de cada vez, e que se façam ouvir por aquilo em que acreditam. Apelo também a que se juntem à luta, é maravilhoso ver pais, avós e até turmas inteiras da primária a juntarem-se aos jovens neste assunto. Para a próxima estou lá de novo, seja sozinha ou acompanhada, afinal de contas quero acreditar num futuro próspero.

fonte

EVENTOS | António Zambujo na Feira de Corroios

   A Feira de Corroios costuma contar com a minha presença anual, às vezes pelos carrosséis ou pelo fogo de artifício. Mas, na grande maioria das vezes os culpados de eu lá estar são os artistas que vão subir ao palco. Com um anfiteatro natural, é o local ideal para levar uma mantinha, sentar na relva e apreciar o melhor que a música portuguesa tem para nos oferecer, neste caso assistimos ao António Zambujo e foi mágico.

   O cantor alentejano presenteou-nos com um espetáculo demasiado intimista para a sala de espetáculos em que estávamos mas mesmo assim foi deveras incrível. Conhecia poucas músicas mas sempre fui fã das suas letras e a sua musicalidade. Saí do concerto ainda mais fã e feliz da vida por ter vivido esta hora e meia tão calma e emotiva. O intérprete e compositor de "Lambreta" ou de "Pica do 7" detém um timbre e uma preparação vocal inigualáveis, assim como detém uma especial perícia a tocar. Já tenho data para o voltar a ver e estou tão entusiasmada!



EVENTOS | World Gymnaestrada 2019

   Este foi o ano em que tive a incrível oportunidade de fazer parte, de ir e de viver o maior evento não só gímnico como desportivo do mundo na cidade fronteiriça de Dornbirn, na Áustria. A Gymnaestrada Mundial é uma espécie de festival internacional de ginástica não competitivo onde reina a partilha, o amor ao desporto e a amizade. Juntou cerca de 70 nacionalidades e vinte mil atletas de todos os cantos do globo - mil e cem eram ginastas que representavam Portugal.

   Foi uma semana absolutamente fora do comum, viver com a minha equipa durante este período de tempo foi uma loucura e apesar de todos os normais problemas divertimo-nos imenso. Actuámos três vezes nos halls do Trade Exibition Center - privilégio que conquistámos em maio do ano passado nos apuramentos - e não há palavras suficientes que descrevam não só o nervosismo como a felicidade e o sentimento de concretização. Actuar no estrangeiro para um público diferente nunca será equiparável a actuar cá para o público do costume. Não tenho palavras para as ovações de pé, os elogios vindos tanto de estrangeiros como de pessoas próximas - "you were amazing" de uma dinamarquesa e o "és o meu orgulho" da minha treinadora  -  e para todas as reacções indescritíveis que recebemos. Tivemos também a incrível oportunidade de fazer parte da Portugal National Evening, um espectáculo de ginástica 100% português em terras austríacas, estreado posteriormente em Portimão e que poderá vir a ser realizado em Lisboa em breve. 

   Depois do trabalho veio o lazer, que também merecemos! Para além de Dornbirn - uma cidade pacata no meio das montanhas - pude visitar Bregenz e Vaduz, capital do Liechtensetein. Lidei com a incrível hospitalidade austríaca, dancei muito no átrio do nosso alojamento em conjunto com todos os portugueses lá alojados, vimos muitas actuações estrangeiras e apoiamos todas as portuguesas a que conseguimos assistir, fomos aos concertos de cidade, usufruímos dos nossos descontos de atleta - desde o teleférico ao menu especial McDonald's para a Gymnaestrada. Foram as cantorias sem limites e as coreografias no interior dos transportes. Trocámos camisolas com outras nacionalidades, aprendemos palavras em línguas diferentes e assistimos à Gala FIG, onde somente participa o melhor de cada país, convido-vos a assistirem à actuação da classe Mãe D'Água que tão bem nos representou neste espectáculo. Deste evento destaco também os gregos Wolves Team e os austríacos The Freaks que são soberbos e elevam a ginástica a todo um outro nível.

   Foi tempo de fazer jus ao lema do evento "Come Together! Show your Colours!", de vestir o verde e o vermelho e de representar o nosso país da melhor forma de conhecemos: em praticável. Destaco a organização soberba deste evento, a simpatia de todos os voluntários que zelaram sempre pelo nosso bem-estar, segurança e conforto e a hospitalidade e carinho dos habitantes da nossa tão querida vila de alojamento: Haselstauden. Um agradecimento do tamanho do mundo aos meus pais, por me proporcionarem esta aventura, à minha equipa - que, confesso, já tenho saudades de as acordar todos os dias - e às duas treinadoras incríveis - que tenho a certeza que em part-time são super mulheres.

   Tudo isto deu tanto trabalho. Foram muitos os fins-de-semana que não tive, os treinos e horas extra, os sermões que levámos, os planos cancelados, aniversários em que não estive presente e acampamentos a que não fui. Agradecimento especial a todos os que foram muito compreensivos e pacientes neste processo: família, amigos, namorado, chefes. Foi um caminho duro - que o diga o joelho deslocado e o pé partido em véspera de apuramentos e as gravidezes tanto de uma treinadora como de uma atleta mais velha - mas valeu tudo a pena. Há muitos anos que sonhava com isto, cheguei até a pensar que nunca conseguiria concretizar este sonho, e posso, com toda a certeza afirmar, que foi o momento mais alto e memorável de toda a minha carreira como atleta.  Foi o culminar de dois anos muito intensos e árduos. Não há nada que se compare a realizar sonhos e objectivos de vida, obrigada por tudo, Gymnaestrada!

 
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