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LISBOA, PORTUGAL | 3 Exposições Temporárias

 
FUNDAÇÃO C. GULBEKIAN | Tudo o que Eu Quero

São quarenta as artistas presentes nesta exposição, onde encontramos somente arte produzida por mulheres portuguesas desde a pintura à fotografia, do vídeo à instalação que se desdobram entre o início do século XX e o ano presente. Aurélia de Sousa, Ana Hatherly, Paula Rego, Maria Helena Vieira da Silva ou Joana Vasconcelos são alguns dos nomes que marcam presença e, no meio de temáticas e mentes criativas tão distintas, encontramos uma exposição coerente composta por cerca de duas centenas de obras que convergem na afirmação do papel da mulher na sociedade e, sobretudo, na arte. Muito agradável e distinto de tudo aqui que já visitei. A entrada é gratuita e está na fundação até dia 23 deste mês, corram!


MUSEU DO ALJUBE | Mulheres e Resistência

Na mesma onda da exposição anterior, trago-vos um favorito absoluto, pela curadoria, informação disposta, organização do espaço, tudo! O museu do Aljube foi uma prisão política durante o Estado Novo e, além da brutal exposição permanente, oferece-nos uma exposição sobre o papel das mulheres na resistência ao totalitarismo, os princípios do feminismo em Portugal e ainda a importante história das Três Marias e o seu impacto a nível internacional. Relembra-nos que, há não muito tempo atrás, as mulheres eram inferiores constitucionalmente e do quão importantes foram as mulheres na conquista da liberdade. Aperta o coração, faz-nos admirar estas corajosas e agradecer pelo longo caminho percorrido. Confesso que nunca gostei de ver filmes em museus mas sentei-me e fiquei imenso tempo a ouvir testemunhos de ex-prisioneiras, é chocante, porém necessário. Recomendo imensamente, aprendi muito e tenciono voltar. A entrada não é gratuita e a exposição está no Aljube até ao fim do ano, aproveitem!



MNAC | Em Busca do Tempo Perdido

Das várias exposições temporárias presentes no Museu do Chiado, escolhi esta do pintor Francis Smith por ter gostado tanto das obras expostas, no entanto com o bilhete da visita poderão visitar todas as outras galerias que também são interessante. No modernismo presente na Sala dos Fornos, encontramos várias representações da primeira metade do século XX principalmente da humilde vida lisboeta, os costumes e tradições mas também as pessoas e as suas habitações. Pitoresco e muito bonito, está em exposição até ao mês de outubro!

LISBOA, PORTUGAL | Oceanário

         A minha última visita ao Oceanário remonta-nos à altura do Euro 2004, era tão pequenina que achava que as varandas com vista para o grande aquário - que hoje me dão pela cintura - chegavam ao teto, e essa é a minha única recordação. Com um vale de bilhete através de uma compra no pingo doce, pude voltar a visitar este local, mais de quinze anos depois e pude reavivar imensas memórias. Uma tarde de descontração a ver belíssimas espécies, observar os seus comportamentos e desfrutar de todo o espaço.

        Composto por uma rota circular num piso inferior e depois superior, pudemos observar de perto os tubarões, os peixes-lua - inclusive um pequenino que era a coisa mais fofinha do mundo - raias e tantos outros seres. Vimos também anfíbios, aquários com espécies mais solitárias ou pequenas - as anémonas, os peixes-palhaço ou as medusas. Nos espaços exteriores conseguimos rir-nos com as lontras, fugir das aves e apreciar de perto os pinguins. Tudo absolutamente adorável. Tivemos também oportunidade de ver a exposição temporárias acerca de florestas submarinas.

        Fomos num dia de semana depois de almoço e tinha alguma gente mas nada confuso, porém, como é uma atração muito frequentada por famílias e escolas, pode ser um tanto ou quanto barulhento. Os placards explicativos são adequados, a rota está bem feita e os seres vivos estão divididos por áreas do globo. Senti-me uma criança numa manhã de Natal de tão fascinada com o que podia observar de tão perto, aliás, a minha parte favorita eram os vidros gigantes para o aquário central onde me sentei na alcatifa bem pertinho do vidro.

        Para miúdos e graúdos, cada um à sua maneira, ideal para famílias e para passar umas boas horas mergulhados na imensidão do mar, das suas espécies e especificidades e da sua beleza incomensurável. Eu estava encantada e ele encantado estava com o meu entusiasmo. O mood e a música ambiente proporcionada encaixam na perfeição, assim como as citações de Sophia de Mello Breyner, escritas um pouco por todo o lado. Foi puro amor, voltava sempre que possível, especialmente ao grande aquário, que loucura!






SINTRA, PORTUGAL | Palácio da Pena

   O Palácio da Pena é uma das jóias da coroa de Sintra e é perceptível porquê. Não foi uma primeira vez, pois já o havia visitado há vários anos, mas foi estupendo redescobri-lo com outra idade e, claro, com outro guia. É um local (demasiado) turístico mas extremamente rico tanto em história como em arte e, simultaneamente, enriquece-nos também.

   O Palácio prima pela mistura ecléctica de estilos arquitectónicos e simultaneamente cria um paradoxo entre o esquisito e o incrível - que adoro! Do neo-árabe ao neo-gótico, dando um pulinho ao renascimento e ao manuelino, com pormenores em cada canto, cada sala mais bela que a anterior e cada cantinho mais deslumbrante. É, de facto uma riqueza preservada que temos o privilégio de poder visitar. Deslumbrei-me especialmente com os azulejos, pelos claustros, pelas cores e pela cozinha. Apaixonei-me pelo tritão e pela capela, pelos detalhes e pelas salas, quartos reais e pinturas expostas com precisão. Este edifício é uma das Sete Maravilhas de Portugal e é considerado Património pela UNESCO, no entanto ainda tenho que visitar todos os outros marcos arquitéctónicos sintrenses para poder, de facto, eleger o predilecto.

   Apesar de ter adorado toda a experiência e de esta visita me ter desbloqueado algumas memórias bonitas das quais não me recordava houve uma coisa que, de facto me entristeceu: a proibição de fotografar no interior. É algo minímo e tenho quase a certeza cuja razão é as filas que se proporcionariam no interior do palácio - cujos corredores são estreitos. Apesar de me ter incomodado e de não ter podido registar a beleza interior deste sítio, compreendo perfeitamente. 

   O bilhete de adulto custa 14€ com direito a acesso ao palácio, aos jardins circundantes - que são liiiiiindos! - ao Chalet da Condessa d'Edla e a vários percursos pedestres - um deles desagua na Cruz Alta, o ponto mais alto da Serra de Sintra. É imprescindível a visita, mesmo! Recomendo imesno, assim como recomendo que cheguem cedinho! Um verdadeiro local saído de um conto de fadas!


 
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